Um estudo em vermelho

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Sherlock Holmes. Um dos nomes mais conhecidos da literatura, o detetive amador mais competente que já existiu e o personagem que levou o nome de Arthur Conan Doyle (e o seu) a rodar o mundo. Tão forte que morreu, mas teve que ser trazido de volta tamanho era o apelo dos fãs, o protagonista de inúmeras estórias sobre qual o início de sua grande aventura venho escrever hoje.

No Clube do livro do mês de abril, o livro sorteado foi Um Estudo em Vermelho, o primeiro livro em que Doyle traz Sherlock. Amei a oportunidade de poder ler Sherlock Holmes de novo, o que fiz sei lá, lá pelos meus 11 ou 12 anos e nunca mais havia feito. Quem não gosta de uma boa trama, escrita de forma magnífica? Pelo menos todo apreciador de leituras gosta, né?

Como este é o primeiro livro de Sherlock somos apresentados a ele e descobrimos porque raios ele e Watson viraram amigos e companheiros de casa. Presenciamos as excentricidades do protagonista e seu jeito peculiar de desvendar crimes, de descobrir respostas onde outros não enxergam absolutamente nada. O cara é um gênio. Como foi comentado no Clube pela Cíntia, ele era o CSI (citando uma das séries de crimes) de 1800 e alguma coisa, imagina só do que ele seria capaz se tivesse em mãos todos os equipamentos e tecnologias que existem hoje? Não haveria bandidos livres. Watson, por sua vez, é sempre calmo. Um médico que passa a acompanhar as aventuras do companheiro de casa e que se encanta cada vez mais por sua mente brilhante. Sem falar no êxtase que é ajudar a solucionar um crime, uma emoção com a qual ele nunca havia se deparado antes.

Neste livro um corpo é encontrado em uma casa abandonada, com uma vela acesa, uns escritos com sangue na parede e um anel de mulher. Tudo muito misterioso, o corpo não tinha ferimento algum, mas havia sangue nas roupas da vítima. Os detetives profissionais da Scotland Yard, que são responsáveis pelo caso, buscam ajuda na mente incrível e única de Sherlock, que em pouco tempo desenrola a situação e ainda captura o bandido, mesmo com todos os louros destinados aos detetives da Yard. Uma mente que trabalha em uma velocidade inacreditável, linkando fatos, objetos, detalhes.

Com o criminoso preso no fim da primeira parte, na segunda temos a explicação do crime, que começa bem lá atrás. Uma parte que confesso foi menos devorada do que o início, visto que havia muita descrição. Simplesmente somos jogados no tempo, em uma trama que não esperávamos, mas que no fim faz todo o sentido. E por fim, recebemos a explicação de como Sherlock desvendou tudo.

O livro é muito, muito bom e tão gostoso de ler que nem dá para acreditar. Palavras mais rebuscadas, mas sem nos deixar voando sem saber o que significam, um texto que flui, intriga, nos faz admirar o protagonista. Uma leitura super indicada e da qual quero mais, muito mais. Minha edição era curtinha, pouco mais de 120 páginas e com uma capa feinha. Mas que não interferiu no conteúdo. Porém, sempre há um porém, minha edição apresentou erros de tradução, que deixaram algumas partes sem nexo e havia alguns erros de edição/digitação também. Isso na minha edição, existem muitas por aí afora.

capas Outras capas brasileiras do livro

Enfim, foi uma ótima experiência poder voltar a ler sobre Sherlock e apreciar a escrita de Sir Arthur Conan Doyle. Recomendadíssimo.

Um beijo e ótima terça-feira.

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