Sobre robôs e monstros #3

Salve galera, tudo tranquilo?

Primeiramente gostaria de desculpar-me pela minha ausência semana passada. Não pude enviar minha participação para o blog por motivos pessoais. Entretanto, estou aqui novamente para divulgar um pouco mais desse mundo que tanto me agrada, e que espero estar agradando-os também.

Creio que todos os leitores já estão familiarizados com os conceitos e com as designações de cada uma das duas vertentes que foram apresentadas, os animês e os tokusatsus! Na coluna de hoje abordarei algo mais específico e que, confesso, estava ansioso. Falarei de um animê e um tokusatsu, dando suas fichas técnicas, sinopses e até minha opinião!

Bom, vamos ao que interessa:

Shurato

shurato

S-H-U-R-A-T-O. Se você leu cada uma das letras separadamente, e em seguida bradou o nome do herói, parabéns, você assistiu a uma das séries mais divertidas que a extinta TV Manchete já passou.

Shurato conta a história de um jovem praticante de artes marciais, de nome Shurato Hidaka, que junto ao seu melhor amigo, Gai Kuroki, é transportado para o Mundo Celestial, local governado pela soberana espiritual Vishnu. É-lhe explicado que sua transmigração (palavra usada no animê para definir o “transporte” deles a este mundo paralelo) se deu por Shurato ser a reencarnação de um dos 8 Guardiões do Povo de Deva, mais precisamente o Rei Shura, e que cabia a ele lutar contra os Deuses de Asura (Asra na dublagem brasileira) que planejavam destruir o Mundo Celestial, e o mesmo se dava com seu amigo Gai. Entretanto todas essas informações acabaram por confundir Shurato, ainda mais quando ele fora atacado pelo seu melhor amigo, agora trajando a armadura do Rei Yasha, ao chegar ao Mundo Celestial.

Nenhuma dessas informações fazia sentido para o jovem e ele tenta ir atrás de seu amigo para saber o por que de tê-lo atacado e para tentar voltarem para casa. Contudo seus planos são alterados ao presenciar uma traição. Mestre Indra, o maior discípulo da Deusa Vishnu a trai e transforma-a em pedra. Com suas últimas forças, a Deusa transporta Shurato, Hyuuga (Rei Celestial) e Rakesh (uma garota que terá um grande papel na história) para fora do palácio, salvando-os de serem mortos.

Após isso, o Mestre Indra os acusa de traição e de terem tramado contra Vishnu. Ainda por cima, conclama os outros 6 Guardiões a envergarem suas armaduras e destruírem os seus traidores!

Conseguirão Hyuuga, Rakesh e o recém-transmigrado Shurato sobreviver, salvar Vishnu e ainda defender o Mundo Celestial das investidas dos Deuses de Asura??
Só assistindo para conferir.

Nota: Shurato foi mais uma das tantas séries surgidas no Japão na “onda” de Cavaleiros do Zodíaco. Trata-se de uma série curta, que explora a Mitologia Hindu, mas que atende bem ao seu propósito e que não deixa “furos” em seu decorrer. Muito divertida e bem tramada, peca apenas, justamente pelo número de episódios, 38.

Metalder

Metalder

Em meio a 2ª Guerra Mundial, o especialista em robótica, Dr. Ryuuchirou Koga, perde seu único filho, Tatsuo Koga, Segundo Subtenente da Marinha Imperial. Para qualquer pai isso seria praticamente o fim do mundo. E também o foi para o Dr. Koga, porém, ao invés de se lamentar, ele transforma o corpo do falecido filho em um androide para poder vinga-lo e vencer a Guerra do Pacífico, contra os Estados Unidos.

Entretanto o projeto acaba sendo abandonado. Mas, em 1987, o cientista descobre a existência do Império Neroz, uma terrível organização que quer dominar o Japão, e decide por reativar o antigo projeto. E assim, antes de morrer, desperta seu finado filho para lutar contra o Império Neroz, como Metalder!

Com o nome de Hideki Kondo (Ryuusei Tsurugi no original) o androide de feições humanas passa a viver em uma sociedade diferente, com valores diferentes. Por se tratar de um robô, não tem discernimento do que acontece a sua volta e tampouco sabe distinguir os sentimentos. Tanto que sua primeira transformação advém do primeiro sentimento que consegue definir, a raiva!

Ao ver seu “pai” ser morto, Hideki é acometido por uma fúria incontrolável. Tanto que acaba usando a palavra “ikaru” para sua transformação, que em japonês significa raiva, fúria. Entretanto, isso só foi usado no original, pois na versão brasileira ele grita “Metalder” mesmo.

Com o passar dos episódios, Hideki vai desenvolvendo seu lado humano, aprendendo a controlar seus sentimentos e também fazendo grandes amigos como a doce Maya Aoki e o motoqueiro falastrão Satoru Kita. Vale ressaltar que alguns desertores do Império Neroz também se tornaram aliados de Metalder, e que ele sempre teve ao seu lado seu fiel escudeiro, Springer, um cão robô criado para fazer-lhe companhia.

Para saber como a série se desenvolve e se ele, sozinho, realmente consegue derrotar o Império Neroz, é preciso assistir à série. Vale à pena!

Nota: Metalder não foi nenhuma assumidade nem aqui e nem no país de origem. Teve apenas 39 episódios, e acredita-se que sua discrição tenha se dado pelo tom mais sério e melancólico da série. Com um enredo bem “realista”, Metalder não é um herói que tem a vida fácil, o que pra mim é bem interessante, pois na vida nada é fácil. E seu final é um dos mais emocionantes que já assisti. É de arrancar lágrimas do espectador! Fica a dica. Metalder é uma ótima pedida!

É isso aí pessoal, espero que tenha aguçado a curiosidade de vocês e quem ainda não assistiu que vá assistir, e quem já as conhece, que tenha trazido à memória boas lembranças. Na próxima edição da coluna, ao invés de falar dos temas ao mesmo tempo, escolherei apenas uma série de um tema para falar e alternarei a cada semana.

Boa semana galera!

GREGok

Comente com o Facebook: