Sobre robôs e monstros #4

Salve galera!

Estão prontos para mais uma edição da nossa coluna?

Bom, como eu havia falado na semana passada, na edição de hoje, abordarei apenas uma série, seja ela um animê ou um tokusatsu, para que a abordagem possa ser feita com mais calma e com mais detalhes.

Para ser sincero, a escolha da série não foi nada fácil. Como seria minha primeira postagem com apenas um tema, teria que ser algo que tivesse forte significado pra mim. E após refletir um pouco, encontrei a série que foi um divisor de águas pra mim: Digimon Adventure!

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Sim, é uma série bem infantil e não voltada ao público infanto-juvenil. Entretanto, pra mim, essa série voltou a despertar o gosto pelos desenhos nipônicos. Isso porque quando ela estreou, estávamos órfãos de produções de qualidade. Sim, eu comecei a assistir Pokémon, joguei os emuladores, mas confesso que não me sentia tão atraído por Pokémon por ter uma temática leve demais, por configurar uma série que pareceria não ter um final (o que se confirmou depois), por ter vilões muito “água com açúcar”. Fora isso, não se tinha muitas produções disponíveis para os fãs. Até que, por acidente, descobri Digimon e, preciso confessar, me atraiu desde o primeiro momento.

Bom, mas a coluna não é sobre o porque de eu não morrer de amores por Pokémon, e sim explicar minha preferência por Digimon!

Digimon Adventure

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Sete crianças estão em um acampamento e sem qualquer precedente, sete raios de luz cruzam o céu. As crianças, que se encontravam um pouco mais afastadas das outras que estavam no mesmo acampamento, vão atrás do local para onde as luzes apontaram e lá encontram sete artefatos nunca antes vistos. Tratam-se dos digivices. Esses artefatos tecnológicos transportam Tai, T.K., Sora, Joe, Mimi, Matt e Izzy para um local completamente desconhecido e estranho, o Digimundo!

Chegando no Digimundo, as crianças, completamente desorientadas, conhecem seus futuros parceiros de batalha, Agumon, Gabumon, Tentomon, Biyomon, Palmon, Gomamon e o pequenino Patamon. Junto a seus parceiros de batalha, as crianças têm de buscar respostas para o motivo de estarem ali, tentar encontrar um caminho para casa e ainda por cima se protegerem das ameaças existentes no digimundo, que por vezes são outros digimons mais poderosos e até “separações” que ocorrem no continente!

Diferentemente de Pokémon, em Digimon as crianças têm apenas um parceiro de luta e este fala, tem opiniões e precisa estar em completa sintonia com seu amigo para que possa usar toda sua energia na batalha. As evoluções não são permanentes e frequentemente regridem a estágios inferiores quando utilizam muito poder!

Ao longo dos episódios eles descobrem o porque de terem sido transportadas para o digimundo, a causa dos ataques que sofrem e qual a sua missão. Também vão ficando mais fortes como grupo, apesar de uma forte desavença que acontecerá, e os digimons também ficam mais fortes, alçando novos níveis de poder!

 

Com o passar da série, lhes é revelado que para cumprir seu dever, as crianças precisam encontrar outra criança, o oitavo digiescolhido. A partir desse momento a saga ganha contornos mais dramáticos, inclusive com uma reviravolta no destino dos escolhidos que deixa tudo mais emocionante... Eu sei, estou sendo evasivo, mas não quero fazer spoiler, rs!

É bem verdade que os personagens vão se desenvolvendo em termos de força e habilidade, mas um dos pontos que foi bem direcionado foi a formação da personalidade dos personagens. O amadurecimento de todos os digiescolhidos é mostrado o tempo todo e isso foi algo bem interessante!

Os inimigos, por sua vez, foram aparecendo de acordo com sua força. Inclusive mostrando que alguns, não eram bem inimigos e outros estavam lutando a contragosto. Entretanto, mostrou-se que o verdadeiro inimigo era alguém além da compreensão das crianças.

Com uma pegada mais agressiva e muito mais atraente para os adolescentes, Digimon configurou-se como uma série muito legal e dinâmica, com inimigos com papéis bem definidos e sem “aliviar” o clima. Esta é uma série que diverte, ensina valores, mostra o valor de uma verdadeira amizade e garante ação, de verdade, do seu início ao fim!

Quem ficou curioso sobre a série, recomendo que assista. Entretanto a busca não é das mais fáceis, mas vale muito à pena!

Trilha Sonora

Como o post é único, me dei a liberdade de divagar um pouco sobre a trilha da série.

Não cheguei a ouvi-la por inteiro, contudo o que ouvi foi puro ouro. Não, não estou falando da versão, ridícula, que fizeram no Brasil, na voz da loira Angélica. Mas da trilha original que tinha muita influência de Hard Rock e até Heavy Metal, porém sem excluir uma boa balada!

A minha preferida é a música de abertura, Butterfly na voz de Kouji Wada. Gostei dessa música assim que a ouvi, quando via a série na extinta Fox Kids e, por curiosidade, troquei o áudio. Descobri essa maravilha que acabou abrindo meus olhos e despertando meu interesse para o mundo do J-Rock.

A musica em nada fala sobre o enredo da série, mas sim sobre a vontade de voar como uma borboleta (?? Rsrs) livremente pelos céus, esquecendo as coisas mundanas indo de encontro ao seu amor.

Ao contrário do que muita gente pensa, as músicas de animês e tokusatsus são profundas e muito boas. Até porque, na maioria dos casos, são musicas comuns que são escolhidas para figurar como temas das séries. Para quem já ouviu, ouçam de novo, mas para quem nunca teve oportunidade, eis a música:

 

Ps.: Para quem se lembra da música da Angélica, quanta diferença, não?

Outra música que sempre curti foi o tema das “digievoluções”, Braveheart na voz de Ayumi Miyazaki. Trata-se de um som muito legal, inconfundível e que leve, de fácil absorção. Espero que vocês também curtam aqui, pois tive problemas para incorporar o vídeo, mistérios do YouTube.

Ficha Técnica

Digimon Adventure

  • Quantidade de Episódios: 54
  • Duração: 7 de Março de 1999 – 26 de Março 2000(Japão)
  • Diretor: Hiroyuki Kakudou
  • Estúdio: Toei Animation

Considerações Finais

Como já mencionei, Digimon tem uma pegada diferente. Com muito dinamismo de cenas, trilha e roteiro, agrada a quem já era acostumado a animês com mais ação e aventura. Tem um nível de violência menor, porém isso não significa que não tenha lutas que, literalmente, “quebram tudo”.

Pra mim ela foi especial por ter resgatado meu gosto por produções japonesas, sendo que a última produção que assisti havia sido Yu Yu Hakusho, com a Manchete capengando e exibindo meio fora de ordem.

Em termos gerais, não coloco Digimon junto aos grandes títulos, mas é uma série que não pode faltar aos amantes da animação!

Bem pessoal, creio que seja isso, por ora.

Espero que tenham gostado do post e também espero que continuem acessando a coluna, que para a minha sorte está em um dos blogs mais acessados da web!!

Um forte abraço a todos!

GREGok*Sugestões podem (e devem) ser enviadas por e-mail.

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