Belo Desastre

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Passei por algumas fases durante a leitura rápida e viciante de Belo Desastre. Desde a fase em que me apaixonava pelos personagens, dando uma voltinha pela incompreensão e chegando até o ápice, em que eu queria jogar o livro na parede, mas isso só aconteceria se eu não tivesse um coração. No fim, eu tinha um sorriso bobo no rosto porque apesar de tudo, eu sempre torci por um final feliz.

O livro de Jamie McGuire foi lançado ano passado e gerou um burburinho. Falava-se muito da violência e do relacionamento possessivo, ainda havia a ligação com os romances eróticos que começaram a bombar por aqui. Eu não sabia o que esperar, além do fato de que eu me apaixonaria pelo Travis, personagem que deixou a Michelle de cabeça virada.

Desde que comecei a ler, na última quinta-feira, eu simplesmente não conseguia parar, lia em todo momento, dizia a mim mesma que só leria mais uma página e quando via lá se tinham ido mais umas cinco. É viciante. Principalmente porque você quer saber onde aquelas situações apresentadas vão parar e como tudo se resolverá, sem comentar que os protagonistas têm um passado misterioso ou então atitudes igualmente misteriosas. O que despertou imediatamente em mim aquela curiosidade máxima.

Abby, a protagonista, tem 18 anos e percorre uma longa distância desde Wichita para deixar seu passado para trás. Um que ela não quer lembrar e quer manter bem escondidinho. Abby quer uma vida nova, entrar em um local sem se preocupar com o que as pessoas falam dela e comentam sobre sua vida. Ok, aqui ela não teve muito sucesso. Mas a faculdade se mostrou o lugar perfeito para o que ela queria. E ali ela se tornou uma garota comum, estudiosa e na sua.

America, a melhor amiga de Abby, veio junto com ela e é uma personagem incrível, amigona de verdade. Ela sabe dos podres da vida de Abby, sabe como a amiga se sente só de olhar e exerce um papel meio que de consciência na relação. Mas não foi capaz de espantar o belo e famoso Travis Maddox da cabeça da amiga. O cara é simplesmente o maior pegador da faculdade, sai com uma menina diferente por noite, quando não são duas. Ele tem fama, usa as mulheres uma noite e depois tchau, sem papo. Isso tudo vem de um trauma de infância. Ele é a personificação do bad boy, sabem? Com tatuagens, envolvido em lutas clandestinas e safadão. Só de passar, ele faz as garotas tremerem. Menos Abby.

Então, o que acontece? Travis fica fascinado com Abby, que o trata cheio de ressalvas, visto seu currículo. A história não é nada inovadora, mas o diferencial está nos personagens. Vemos Abby como uma garota do interior, simples, certinha e não temos noção de como ela realmente pode ser diferente disso. Assim como Travis, que mesmo sendo o cara do mal, é muito inteligente e só tira notas boas. Os dois são fogo e juntos colocam a história em combustão.

Com um acordo de serem só amigos, eles começam a se ver sempre, sair juntos e depois de uma aposta, Abby passa um mês no apartamente de Travis e Shepper, o primo dele que namora com America. O que eu vou comentar a seguir, você pode concluir sozinhos: eles se apaixonam. Mas Abby não aceita, ela sabe como Travis é e mesmo ele mudando horrores seu comportamento, ela não confia nele. E acha que ele a levará ao mesmo lugar do passado que ela fugiu. Ele é caidinho por ela, mas tenta se manter afastado pelo acordo que fizeram e eu quase pirei nessa parte. Mal sabia eu que iria penar ainda mais.

Abby conseguiu ser realmente um pé no saco. Toda indecisa, toda medrosa, toda chata!! Nossa, bastava ela dizer uma coisa para a situação se acertar e ela sempre escolhia o caminho mais difícil, deixava-me frustrada e xingando baixinho, abaixando o livro e pegando fôlego para continuar. Depois de tanto me irritar, eu ficava achando que sempre aconteceria alguma coisa de ruim a eles. Que agonia!!

No momento em que nos conhecemos, algo dentro de nós dois mudou e, o que quer que tenha sido, fez com que precisássemos um do outro. Por motivos que eu não conhecia, eu era a exceção na vida dele, e, por mais que eu tentasse lutar contra os meus sentimentos, ele era a minha.

Passei totalmente pela montanha-russa emocional que os protagonistas passaram. Travis também tinha das suas, mas Abby foi de longe quem mais me irritou. Até que finalmente pôs juízo em sua cabeça... eu acho. O segredo de Abby me surpreendeu, foi bem interessante e pode parecer até exagero dela se preocupar com isso, mas pensando pelo lado dela, eu também gostaria de fugir e deixar tudo para trás. Só achei que ficou meio furada a resolução dessa parte, muito simples, muito fácil.

Já li que o livro é daqueles que se divide em quem ama e quem odeia. Eu amei, mas ele me deixou muito frustrada durante a leitura. Travis é um amor, mas muito pegajoso, precisava de Abby até para respirar e isso era sufocante até para mim. Todo aquele protecionismo para cima da garota me dava nos nervos, sempre ficava aflita achando que ele passaria dos limites. Haja coração. Mas Abby gostava dele assim, então quem sou eu para falar? O ambiente universitário é super legal, inclusive as partes que mostram realmente como a maioria dos jovens aproveitam essa fase, com muita festa, bebedeira e correria. Ninguém era extremamente santinho, nada de comportamente exemplar, todos muito humanos mesmo, cheios de defeitos e cada um com suas qualidades.

Quando você está por perto, não preciso de bebida, nem de dinheiro, nem de luta, nem de transas sem compromisso… eu só preciso de você. Eu só penso em você. Eu só sonho com você. Eu só quero você.

Minha edição tinha falhas, algumas letras apagadas e eu tinha que meio adivinhar o que era, sem falar de um erro grotesco: a palavra “moçinha”. Quase chorei quando li. Mas fora isso, a leitura foi muito boa, a capa é muito perfeita para a situação tratada no livro. Parece que estou esquecendo de comentar alguma coisa, mas esse texto já está gigante. Ah, a família do Travis é muito amor, muitos homens, mas todos uns queridos, bem com aquela “encheção” de saco característica de irmãos.

Foi uma leitura muito rápida e me repito, viciante. Eu adorei!! O livro foi presente da Nanda, de aniversário. Obrigada por colocar o Travis na minha estante.

Tenho que confessar que ontem eu sofri de um pouco de abstinência de Travis. Já ia atrás do livro e lembrava que tinha acabado. Para resolver esse problema, já existe lá fora o livro Walking Disaster, que é a versão do Travis para a história. A Michelle já leu e adorou ter mais um tiquinho de Travis na vida dela – leia aqui. Eu acho bem interessante, principalmente para saber quem é o Travis dito por ele e não pelos olhos da Abby, narradora deste livro.

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Walking Disaster

Na página do livro no Goodreads tem até um escolhido para interpretar Travis no imaginário feminino, o ator de Arrow.

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Cliques de Belo Desastre

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DSC06665 Início de capítulos

DSC06666Detalhe entre mudanças de assunto/dia no mesmo capítulo 

E por hoje é só. Tinha que resenhá-lo logo que terminei, precisava desabafar. Beijocas e uma ótima terça-feira.

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