Bruxos e Bruxas

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A Editora Novo Conceito fez um excelente trabalho de divulgação com esse livro, escrito por James Patterson em parceria com Gabrielle Charbonnet. A capa é linda, muito bem feita, seguindo a mesma diagramação da original. O marcador é diferenciado e o kit mais uma vez foi caprichado. O que ninguém conseguia entender – antes de ler, é claro – é porque vinha uma baqueta junto com um bloquinho, caderneta. Tudo bem pensado para deixar o leitor ainda mais curioso.

Curiosa como sou, não demorei muito para começar a leitura depois que recebi o livro. O enredo é muito interessante e nos deixa cheios de questionamentos, uma distopia misturada com bruxaria. Um casal de irmãos é sequestrado de dentro de casa por serem considerados extremamente perigosos pela Nova Ordem. A mesma Nova Ordem que foi tomando o poder aos pouquinhos e que passou a reinar absoluta com suas regras e imposições. Tudo que ocorreu depois desse “sequestro” acrescentou uma enorme interrogação em minha cabeça. Os irmãos, Wisty e Whit, só conseguiam pensar em motivos banais para serem pegos, eles aprontavam na escola e coisas assim. Mas serem considerados extremamente perigosos?

Eles foram acusados de serem bruxos, outra coisa que os deixou confusos até que Wisty pegou fogo e depois de ser “apagada” estava completamente normal. Opa! Seus pais, obviamente sabiam o que eles eram e do que eram capazes, mas não tinham tempo e condições de colocá-los a par das coisas. Como só podiam levar uma coisa de casa, os pais entregaram para Wisty uma baqueta e para Whit um caderno. E nada mais foi como antes.

Prisões, julgamentos, tortura, provações. Assim se resumiu a vida dos irmãos depois de estarem nas mãos da Nova Ordem. Aliás, não só deles, mais de milhares de jovens. Enquanto estavam presos, cada um deles conseguiu aprender algo novo, poderes que nem faziam ideia que tinham. Com uma fuga de sucesso, algumas perguntas foram respondidas, mas muitas outras ficaram em aberto e aquele final, nossa! Só me faz querer que o novo livro seja lançado logo.

O livro tem bastante aventura e, por ser o primeiro da série, serviu como uma introdução para a história toda. Nos apresentaram os protagonistas e seus recém-descobertos poderes, mas não nos explicaram completamente o real motivo de tudo aquilo estar acontecendo, o que certamente será abordado nos volumes seguintes. Eu consegui me divertir bastante com a leitura, viajando por diferentes partes e ficando extremamente nervosa com as situações encaradas pelos irmãos. Há momentos engraçados também, para quebrar a tensão de um governo que impõe regras que não podem ser quebradas para seus cidadãos, que são sempre vigiados. O Único Que É o Único é muito misterioso e não vejo a hora de saber mais sobre ele. Assim como o que os pais de Whit e Wisty sabem e ainda não contaram para eles.

Para isso, eles precisam se safar daquele fim e a NC precisa lançar o novo livro logo!! O livro também tem falhas, como por exemplo, em que mundo vivia a família dos protagonistas que não sabia o que acontecia em sua volta, que a Nova Ordem era esse governo perigoso? Sim, eles são adolescentes, mas coisas assim não passam despercebidas, né? Vizinhos comentam, etc e tal. No entanto, escolhi não me ater a esses detalhes, decidi me jogar na aventura e aproveitar cada página. Uma coisa que me incomodou um pouco foi a duração dos capítulos, que em média têm três páginas, fazendo com que no total existam mais de 100 capítulos. Nada absurdo, mas me irritou um pouco, não achei que tinha necessidade.

Enfim, para não me alongar muito, eu curti a leitura, gostei da aventura e fiquei curiosa com as revelações que espero que os próximos livros tragam. Os protagonistas são cativantes, seus poderes são bem interessantes e eu quero que a Nova Ordem suma! (Se meu blog sair do ar vocês já sabem quem são os culpados.)

Cliques de Bruxos e Bruxas

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A diagramação  está incrível. Não coloquei outras fotos do fim, mas existe uma lista de “Artistas” visuais que não mancham mais a história do mundo; Museus que foram agradecidamente destruídos pela Nova Ordem; Alguns poluidores do som particularmente repreensíveis da época anterior e também Livros especialmente ofensivos que foram banidos, como A Invenção de Bruno Genet, A Menina e o Presuntinho, O Rebatedor nos Campos de Trigo, O Ladrão de Trovões, A Terra Derretida, Harry Podre e a Ordem dos Idiotas, Saga “Aurora” e Edragão. Muita criatividade.

Beijos e uma ótima terça-feira gelada.

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