Quatro para marcar

Quatro

Falar de Stephanie Plum  é sempre divertido, mas eu já babei tantos elogios por ela nas resenhas anteriores (Um dinheiro nada fácil, Duas vidas por um fio e Três para acertar) que tenho medo de ficar repetitiva. Nem preciso mais dizer que sou superfã dessa personagem, né? Embora eu sempre goste de lembrar disso. Stephanie está cada vez mais doida, mais ousada e sempre tem um louco querendo acabar com a vida dela. Em Quatro para marcar não é diferente. O caso da vez envolve uma garota que roubou o carro do namorado, ele deu queixa, ela foi presa, pagou a fiança e deveria retornar para a audiência, mas não o fez. Parecia muito simples, mas quando alguma coisa é simples com Stephanie? Jamais!

Primeiro, a garota sumiu do mapa. Depois, com suas artimanhas, Steph conseguiu entrar no apartamento dela e percebeu que estava tudo revirado, o que era bem estranho. Em seguida, ao ir atrás das pistas, o tal do ex-namorado oferece uma grana extra para a caçadora de recompensas para ela levar primeiro a garota para ele, que quer umas cartas de amor de volta. Com a ajuda do cara, ela consegue uma lista de contatos para obter mais informações sobre a fugitiva. Uma das amigas da garota estava com a mão enfaixada, tinha cortado o dedo fora. Uma loucura. E nem foi de muita ajuda. Em seguida, é a mãe de Maxine que é encontrada escalpelada em sua casa e a coisa só ia piorando.

Para ajudar, Maxine envolveu Eddie Kuntz, seu ex, em uma caça ao tesouro, por assim dizer. Ela deixava pistas que deveriam levá-lo diretamente para ela. Só que ela usava um jogo de palavras nos bilhetes, foi então que Steph precisou recorrer a ajuda de uma figuraça!!! Sally é um homem, mas se traveste de mulher porque toca em uma banda do estilo e ganha muito mais dinheiro assim do que em bandas “normais”. Ele também é ótimo com enigmas e assim o trio gargalhada está formado: Stephanie, Lula e Sally. Imaginem só a quantidade de confusão em que essas três pessoas se metem? Imaginou? Triplica! Estou rindo sozinha só de lembrar.

Stephanie está mais experiente nessa vida de caçadora, mas uma coisa nunca muda: seu azar com carros. Minha nossa! Se eu fosse ela comprava uma bicicleta e me sentia feliz com isso. Ela consegue um carro novo, que não é perfeito, mas anda. E quando ela menos espera: KABUM! Explosões de carro e Stephanie são como imãs. Assim como Stephanie e Joe Morelli. Não tem como resistir, mesmo ela o considerando persona erótica non grata.

Ele parecia entender muito do assunto. Estava vestindo uma calça Levi’s desbotada e uma camiseta azul marinho. Precisava de um corte de cabelo, mas seu corpo era perfeito. Esguio, com músculos rijos e a melhor bunda de Trenton… talvez do mundo. Nádegas que davam vontade de cravar os dentes. Página 18

Morelli apareceu muito mais nesse livro, ele e Steph ficaram muito mais próximos também. Por conta de uma situação com o apartamento de Steph, ela foi passar um tempo na casa de Morelli, já que morar com um policial deve ser muito mais seguro, e as consequências disso são hilárias, incríveis e me fizeram rir muito, mas muito mesmo. Vou contar só uma, Joe tem uma avó meio doida que simplesmente disse que Steph estava grávida e todo mundo acreditou. Chegaram familiares de Joe aos montes na casa dele, entregando presentes para Steph e para ele. Morri de rir da confusão.

Não tem como não amar. Janet Evanovich já virou uma ídola, uma das minhas autoras favoritas. Ela só pode ser muito louca e uma pessoa extremamente divertida para criar histórias e personagens como esses. Pena que não faço ideia de quando poderei ler a sequência da série da Plum. Em 2011 foi lançado nos EUA o 17° livro e andei lendo que este ano será lançado o 19°. É bastante coisa, mas por Stephanie vale a pena. O problema é esperar pela Rocco para lançar, até agora só os primeiros quatro foram publicados no Brasil, uma dó! A editora tem mais dois títulos da autora: Garota Metro Sexy e Pista Perigosa, protagonizados por Alexandra Barnaby.

Sempre apertarei na tecla que todo mundo precisa conhecer a Stephanie e suas aventuras. Tomara que a editora lance as continuações. Quatro para marcar foi lançado nos EUA em 1999 e aqui em 2012. Rocco, quero mais Stephanie Plum!!

Beijos e uma ótima quinta-feira. 

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