Blue Bloods – Vampiros de Manhattan

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A primeira coisa que me vem a cabeça para classificar esse livro – confirmando o que a Nanda me falou – é: Gossip Girl com vampiros. Há glamour, escolas particulares caríssimas, famílias ricas e poderosas, alunos e alunas super populares e o pano de fundo é Manhattan. O cotidiano dos personagens é bastante abordado, assim como as marcas que usam, os carros que dirigem etc e tal. As semelhanças são muitas, menos com a protagonista, Schuyler Van Alen (quase van der Woodsen). Ela já foi rica, tem uma família que foi muito poderosa, mas se veste com roupas de brechó, esconde sua beleza incrível e o dinheiro que tem não é nem de longe tão numeroso quanto antigamente. Porém, Schuyler nem liga para isso.

Ela é uma garota muito legal, apesar de ser considerada a estranha da escola. Anda com seu melhor amigo Oliver e o novo integrante desta dupla, Dylan. Os excluídos da escola mais badalada da cidade. Totalmente o contrário de Mimi e Jack Force, os bambambans do colégio e da noite na cidade. Cheios de súditos e seguidores. Toda a história desse primeiro livro da série se desenrola com a morte de uma garota da escola de Schuyler e dos outros garotos. Seu sangue foi completamente drenado do corpo, mas a causa de morte divulgada foi overdose. Ao mesmo tempo que essa notícia horrorosa abala o pessoal, alguns jovens, incluindo Schuyler e Bliss, súdita de Mimi e filha de um poderoso político, descobrem que aquelas veias azuis que começarama aparecer em seus corpos e umas alucinações, tipo visões,  têm uma explicação praticamente inacreditável: elas são vampiras. E vêm de uma linhagem bastante antiga, são Blue Bloods. Como pouca coisa ruim, é bobagem. Schuyler descobre que há um tipo de monstro caçando os vampiros para pegar o sangue azul e que todos correm perigo. Cavando respostas e buscando quem seria esse vilão, a protagonista descobre muitas coisas sobre aqueles que estão em sua volta e sobre seu passado. Mas ainda existe muito sobre o que ela precisa descobrir.

Melissa de La Cruz criou uma nova linhagem de vampiros, diferentes de todos que já li por aí – e olha que foram muitos. Eles possuem sangue azul e são incrivelmente poderosos, possuem uma linhagem e “são despertos” com cerca de 16 anos. Quando as memórias de suas vidas passadas e o sangue azul começam a aparecer. É, os vampiros de Melissa não vivem para sempre, anos a fio. São no máximo 100 anos por “vida”. Quando eles morrem e depois voltam. Parece confuso, mas não é. Tudo é bem explicado na trama.

O que achei muito criativo por parte da autora foi incluir os acontecimentos descritos nas páginas do diário de Catherine Carver, uma imigrante do navio Mayflower de 1620.  O Mayflower foi o inicio dos Blue Bloods nos Estados Unidos e acompanhamos a chegada desses imigrantes através de anotações neste diário, o que dá um toque a mais na narrativa e no mistério sobre os ataques atuais ao Blue Bloods. Outro ponto que merece destaque é a construção da sociedade dos Blue Bloods, uma sociedade muito organizada. Eles são os donos da razão, sabem, organizam, manipulam  tudo e todos, não só os Red Bloods (humanos), mas também seus próprios companheiros de “raça”. 

A edição é linda, começando pela capa. E o trabalho interno é incrível, com as páginas do diário e diagramação diferenciada no início dos capítulos. Um trabalho bem feito, com certeza. O meu exemplar é autografado, ganhei em uma promoção no twitter há algum tempo. Agora preciso ler os próximos.

A série tem cerca de sete livros lançados lá fora, o que indica que há muito sangue para rolar. Por aqui foram lançados três deles. A leitura não foi o suficiente para me apegar tanto aos personagens. Gosto de Oliver e Schuyler, acho que Bliss é uma personagem capaz de muita coisa ainda e que Mimi é uma boa vilã, “garrei” nojo dela. Jack ainda não se mostrou um galante mocinho para mim, alguém por quem eu suspiraria. Aliás, o romance não esteve mesmo muito presente no livro, o que não é nada negativo. Eles estão aqui para se descobrir, conhecer o passado e acabar com uma ameaça. Claro que a atração e até o amor aparecem em situações assim, mas Melissa escolheu não ter isso como foco e eu acho que foi uma decisão bem acertada.

Chega de blablablá. Gostei da leitura e pretendo continuar. Apesar de serem vampiros, são completamente diferentes dos outros e, por isso, a leitura não é cansativa, mais do mesmo. Parabéns à Editora iD pelo trabalho.

Cliques de Blue Bloods

DSC06831 O autógrafo.

DSC06834Base histórica para o enredo criado.

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Beijos e uma terça-feira maravilhosa!

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