Perdida

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Sempre quis saber o que tinha de especial nos livros escritos por Carina Rissi. Afinal, todo mundo que leu – pelo menos que eu saiba – amou as histórias e vive recomendando. Até recebi na fanpage do blog uma dica para ler e resenhar os livros dela. E como vocês bem sabem, eu nem sou curiosa… O problema era que os preços não ajudavam, até um dia, Perdida estava com um desconto especial e eu aproveitei. Agora posso dizer que entendo o motivo de tantos elogios. Eu amei!!

Eu sempre me “perdia” em meus livros. Entrava fundo nas histórias , como se eu mesma fizesse parte delas, fosse um romance, um policial ou um terror sobre vampiros. Página 128

O livro, que conta a história de Sofia, tem fantasia, romance e até um pouco de ação. Sem falar que aborda viagem no tempo, que é super legal. Sofia era uma mulher ligada às tecnologias, não vivia sem celular, sem computador, água quente, etc. Mais ou menos como todos nós somos hoje em dia, viciados nessas coisas. Tanto que nos vemos perdidos sem energia elétrica. Em uma noite trágica e regada a bebidas, Sofia deixa seu amado celular cair na privada de um bar e ele não teve salvação. Então, com um pouco de ressaca, ela saiu para comprar outro aparelho no outro dia de manhã. Mas aquele dia estava muito estranho, sem movimento. Mais estranha ainda foi a vendedora que a atendeu, pelo menos ela vendeu um celular mega atual com precinho super camarada. Sofia até esqueceu a estranheza da mulher por conta disso, no entanto, passou a odiá-la assim que ligou o aparelho.

Primeiro veio um clarão e depois tudo que estava em sua volta simplesmente sumiu. Que diabos aquela mulher fez com ela? Vendeu um celular que não funciona e ainda a deixou desnorteada com aquela luz forte. Porém, nada disso superou o fato de ela ver um homem – lindo, por sinal – vir de cavalo até ela, vestido com aquelas roupas de mil trocentos e antigamente, falando todo pomposo, tratando-a como madame… Ai minha nossa, onde é que ela estava? O que tinha acontecido? Será que a ressaca estava tão grande assim a ponto de ela ter alucinações?

Que pensasse que eu era covarde! Melhor assim. Bem melhor do que pensar que eu estava interessada nele ou naqueles braços rígidos e fortes, que pareciam feitos de granito. E eu realmente não estava interessada! Definitivamente, não! Página 126

Não mesmo. Acontece que a vendedora era tipo uma bruxa que a mandou para o passado, onde a energia elétrica não existia, muito menos celulares, chuveiro, banheiros e papel higiênico. Não quero contar tudo, obviamente, mas o fator chave aqui é Sofia encontrar o que precisa e conseguir voltar para o seu tempo, até lá, ela precisa se acostumar com alfaces, vestidos longos e cheios de tecidos, maneirar seus modos para não apavorar todo mundo e, o mais importante, não se apaixonar pela pessoa incrível que é Ian, o cara que a resgatou no meio do nada. Será que ela consegue?

Meu Deus, como aquele vestido era quente! O tecido pesado me fazia suar em todos os lugares. […] Com amargura, lembrei que gostava daquele tipo de vestido em meus livros. Eu gostava porque nunca tinha usado um. Página 49

Eu simplesmente amei tudo neste livro. As pitadas de humor, a personalidade de Sofia, o “encantamento” de Ian e a doçura de Elisa. Morri de rir em muitas cenas, senti o coração palpitar em outras e ainda fiquei com aquele velho conhecido – e muito bem-vindo – sorriso bobo nos lábios. Incrível! Não vou me estender nos elogios, senão vou ficar rasgando seda – é assim a expressão? – eternamente. É um livro que, com certeza, merece e precisa ser lido por todos. A trama de Sofia e Ian é extremamente envolvente e apaixonante. E a briga que ela trava consigo mesma, quebrando suas convicções, é muito interessante de acompanhar.

O tom de comédia de algumas cenas dá todo um ar mais leve ao enredo, afinal, viagem no tempo e para um lugar completamente estranho, com costumes muito diferentes, é bastante tenso. Eu ri quando me dei conta que, assim como Sofia, duvidei da extrema bondade de Ian inicialmente, prova de que os tempos modernos realmente mexeram com a gente, que fica com o pé atrás com um ato de bondade tão espontâneo.

Ian é um mocinho encantador, impossível não suspirar com ele e por ele, com sua educação e respeito, sua paixão. E foi muito engraçado ver o seu “encabulamento” com a “safadeza” de Sofia e seu fogo, sua língua solta. O enredo é bem original e eu adorei o final. Imaginei que seria diferente, que haveria alguma outra solução, mas do jeito que foi ficou perfeito!

- Elisa, você sabe o que um homem e uma mulher fazem no quarto quando são casados?

- Eu acredito que eles durmam – ela disse confusa.

- Sim – concordei lentamente – E o que mais?

- Tem mais?

Ai, Deus!

Página 180

Enfim, me diverti muito com a leitura. Era raro não sorrir nas cenas tão bem escritas pela Carina. Entendi completamente o motivo da autora ter tantos fãs e ser muito recomendada. Aqui estou eu, mais uma fã que recomenda fervorosamente o livro. Merece cinco estrelas, com certeza!

Clique de Perdida

Fotoss 011 Início dos capítulos.

 

Agora espero conseguir o outro livro de Carina (Procura-se um marido) com um precinho bem especial também. Beijocas e uma ótima terça-feira.

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