Quero ser seu

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Nos últimos dois livros da série dos Sullivans, Bella Andre surpreendeu com histórias deliciosas e bonitas, além de sensuais. Sophie e Zach foram meus preferidos até então. No sexto livro, a jornada contada é a de Ryan, um dos irmãos famosos, jogador de beisebol. Quero ser seu nos carrega para a paixão nascida na adolescência e que nunca deixou de existir, mas que esteve camuflada por uma amizade linda e verdadeira, um sentimento que já não era mais suficiente.

Ryan sempre foi popular, atleta da escola, com todas as garotas caindo aos seus pés. Afinal, como todos os Sullivans – eita genética boa –, ele é lindo! Vicki era uma das garotas que admirava a beleza de Ryan, mas sabia que nunca chegaria perto dele, ela não era uma líder de torcida, não tinha o corpo como o delas e amava arte, totalmente o oposto do que esses rapazes geralmente gostam. Mas o que ela mais gostava nele era o sorriso, sempre presente. Um dia, um quase acidente uniu os dois, Ryan estava prestes a ser atropelado e Vicki o empurrou, os dois caíram juntos no chão com apenas algumas dores pela queda, mas sãos e salvos. Daí nasceu uma incrível amizade.

Ryan e Vicki não se desgrudavam, estavam sempre na casa um do outro, até que a família de Vicki teve que se mudar mais uma vez, como tantas outras vezes antes. Filha de militar, eles viviam trocando de cidade, mas nunca uma despedida doeu tanto como aquela. Ryan e sua família eram realmente importantes para Vicki, assim como ela era para Ryan. Eles nunca perderam o contato, mas viviam se desencontrando. Vicki foi para a faculdade, casou e foi morar na Europa. Ryan ficava cada vez mais famoso por seu dom com a bola e assim seus caminhos seguiram separados. Até que em uma noite, na casa da mãe, ele recebeu um pedido de ajuda de Vicki e não pensou duas vezes antes de percorrer o mais rápido possível o caminho que os separava.

Com Vicki de volta em sua vida, Ryan não conseguiria manter por muito tempo escondido o sentimento que carregava desde os 15 anos, mas eles eram amigos acima de tudo e uma revelação destas poderia acabar com o que tinham, ele não queria perder Vicki mais uma vez. Por outro lado, Vicki não esperava que seu corpo reagisse daquela forma ao rever o amigo da adolescência, era óbvio que ela ainda o amava, mas jamais iria querer atrapalhar a amizade dos dois assim. E assim, sentimentos fortes, dúvidas, cumplicidade e medo são os ingredientes da história do sexto livro da série sensual publicada pela Novo Conceito.

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A receita do livro é a mesma: atração, negação, luta contra os desejos e entrega total, mas Bella sabe que não pode usar os mesmos ingredientes toda vez, então decidiu que traria um amor adolescente de volta à tona. É muito gostoso acompanhar a amizade entre os dois. Ryan se “infiltrou” no mundo das artes de Vicki e preferia passar noites com ela na garagem do que em festas com o time, ela também sempre o apoiava.

Anos depois, eles ainda têm isso. Não se viam mais, mas se falavam por telefone e e-mail sempre que dava, até que o agora ex-marido de Vicki mostrou descontentamento com essa ligação entre eles e o contato foi parando. Frente a frente de novo, eles agiam como se nunca tivessem se separado, mas ao mesmo tempo lutavam para não demonstrar um para o outro os sentimentos que guardavam por tanto tempo. Ryan faz de tudo para ajudar Vicki e ela está sempre ao lado dele. E uma mentirinha inocente pode ser a chance de Ryan finalmente ter Vicki do jeito que sempre quis. Eu gosto do Ryan, como um Sullivan, ele é educado, cavalheiro, super querido e lindo. Joga bem, atende os fãs, é de fazer qualquer garota babar. Mas pensa que a que ele quer não sente a mesma coisa por ele.

Confesso que Bella me decepcionou um pouco com a história de amor de Ryan. Ela é fofa, diferente por ser um amor antigo – o da Sophie também era, mas era presente na vida da família – mas do tão conhecido início para o imaginável fim não foi tão emocionante e bom como os dois anteriores, que era o que eu esperava. Afinal, ela vem melhorando bastante. Acho que, na verdade, me irritei com o constante medo dos dois personagens de perder a amizade, não pelo medo em si, porque ele é bem real em muitos casos “de verdade”, mas pela repetição do motivo que fazia os dois não poderem ficar juntos. Eu já sabia, já tinha entendido, não precisava repetir e repetir e repetir, entendem?

A capa é legal, mas achei escura demais. E a diagramação continua igual a de toda a série, simples e bonita. Foi uma leitura boa, leve, rápida, mas não superou os dois últimos títulos. Agora resta saber como será contada a história de Smith, que pelo epílogo será a próxima contada. Encontrei um errinho, a paixão do Marcus foi nomeada de Nicole, pelo que me lembro. E neste livro eles a chamavam de Nicola. E agora? O livro ganhou três estrelas.

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Beijos e uma ótima terça-feira.

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