Anjos à mesa

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Em todo lugar existem aqueles que são, digamos, insubordinados. Sempre dão um jeito de escapulir das regras e fazem só uma curvinha discreta no caminho. Bom, entre os comandados de Gabriel, esse posto fica com Mercy, Goodness e Shirley, três anjos que conseguem fazer um auê por onde passam. Agora elas ainda têm um aprendiz, que não tem muita cara de que seguirá um caminho diferente.

É noite de Ano Novo e Nova York estava com as ruas cheias para a comemoração de mais uma virada de ano. O trio de anjos levou Will (o aprendiz de anjo) para conhecer a Terra e ver esse espetáculo de fogos e alegria que sempre as encantava. Claro que Gabriel não sabia de nada ou elas estariam em apuros. O problema é que mesmo tendo muita experiência, elas acabam se deixando levar pelas coisas da Terra e isso sempre acaba em confusão. Uma não pode ver holofotes, sempre quer aparecer nas luzes; outra ama crianças e não pode ver uma que já quer dar atenção; e por aí vai. No meio de uma confusão dessas, Will acaba cometendo seu primeiro erro: à meia-noite, enquanto todos ao redor se beijavam e comemoravam, um homem e uma mulher estavam solitários, então ele fez o óbvio, um esbarrar no outro e um beijo acontecer. Era mega errado fazer algo assim, mexer com o destino, com a história das pessoas.

Lucy achou estranho, mas não achou nem um pouco ruim o beijo longo que aquele estranho dera nela, parecia um sonho. E depois ele ainda a convidou para comer algo, conversar, já que estavam perdidos de suas companhias daquela noite, ela das amigas e ele da irmã. Ele era Aren, recém-chegado a Nova York, com um novo emprego de jornalista prestes a começar e um papo incrível, que fluia super bem, parecia até que eles já se conheciam. Porém, por mais que Lucy tenha amado passar aquele tempo com Aren, estava focada em abrir seu próprio restaurante e não queria se envolver com ninguém no momento. Ele queria vê-la de novo e sabia de suas restrições a namoros, então deu para ela uma semana para pensar. Se ela quisesse levar aquilo adiante, deveria aparecer no topo do Empire State Building.

Lucy estava no céu, mesmo não querendo se sentir assim. Sua mãe logo notou a diferença, seu brilho no olhar e não demorou para incentivá-la a aparecer no encontro. Ela conseguiria dar conta das duas coisas e não poderia perder uma oportunidade como esta. No entanto, não por sua vontade, mas pelo acaso, ela não compareceu ao encontro, não viu mais Aren e não tinha como entrar em contato. Pelo jeito não era para acontecer.

Mas acontece que era… Gabriel estava decepcionado com o comportamento do trio arteiro, que uniu Lucy e Aren antes do que deveria ter acontecido e mudou o curso de suas vidas. Eles estavam destinados a ser um do outro, mas não naquele momento. Agora elas tinham uma nova missão, fazer com que os dois se encontrassem novamente e ficassem juntos, como era para ser. O problema é que se tratando das três e mais Will, as coisas tendem a ficar um pouco complicadas…

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O livro de Debbie Macomber é bem divertido, também ambientado nas festas de fim de ano, com anjos que quebram as regras e aprontam todas na Terra. Elas são hilárias, querem ajudar e metem os pés pelas mãos, deixam Will enlouquecido e acabam o influenciando. Foi realmente uma leitura agradabilíssima. Ri muito com essa trupe. E o romance também é super fofo.

Aren é um cavalheiro, inteligente, bonito, gentil e aliado às qualidades de Lucy formam um par e tanto. Ela também é gentil, se preocupa com os outros, é habilidosa, uma chef incrível, mas tem um gênio um pouco ranzinza, principalmente quando se trata de seu restaurante. Após alguns desencontros (passa um ano do encontro forjado por Will até eles se encontrarem novamente), confusões (provocadas pelos anjos, é claro) e muitos momentos de suspirar, os dois conseguem se entender. Gostei muito de acompanhar a relação de Aren com a irmã, seu porto seguro, amiga de verdade. Assim como a relação de Lucy com a mãe. Os personagens todos são amáveis, impossível de não gostar. E quando a leitura termina fica um sentimento bom, aquele sorrisinho satisfeito no rosto.

Este livro, como O Presente, também daria um belo filme de Natal, com direito a muitas risadas e também uma mensagem de esperança, afinal, Lucy e Aren tiveram uma segunda chance para fazer as coisas darem certo. Não é sempre – geralmente nunca é – de primeira que as coisas dão certo. Gostei muito!

Sobre a diagramação, é aquela coisa linda de sempre. Trabalho super caprichado.

Anjos

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Beijos e uma excelente quinta-feira!

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