O lado bom da vida

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Hello!! Então, vamos começar o debate. Matthew Quick criou um personagem diferente de todos que eu havia conhecido, um ambiente extremamente hostil para um homem recém-saído de um sanatório, com a memória um pouco perdida e que acredita que tudo que precisa fazer na vida é recuperar sua mulher e seu casamento. Já que após o que houve – que ele não lembra – ele perdeu tudo isso, mulher, casamento, além de casa e emprego. Até que uma outra mulher entra em sua vida e meio que bagunça tudo. Ela é louca, mas quem é ele mesmo para julgar? Enfim, no livro, acompanhamos uma história envolvente, maluca, cheia de altos e bem poucos baixos – como, por exemplo, os spoilers dos livros, hahaha – e, mesmo com um número não tão enorme de vendas, os direitos foram comprados e um filme foi criado.

Não posso deixar de comentar, como sempre, que todo leitor sempre se decepcionará com a adaptação feita do livro. Sempre existirá uma cena que não foi colocada, uma distorção, algo que o desagradará, sempre! Mas é praticamente impossível não querer assistir a história do livro ganhando vida nas telonas. Desde que o filme O lado bom da vida foi lançado, eu queria assistir. Mesmo com o pessoal comentando que era diferente, que não era bom, etc e tal. Eu queria – ainda mais com Bradley Cooper como Pat! ♥

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Demorou, mas consegui. E vocês podem até ficar chocados, mas eu gostei do filme. Claro que como leitora, eu achei diversos “erros”, enormes mudanças e tudo o mais, mas para mim este filme pode entrar no quesito de diferente que ficou bom.

No longa, Pat sai do sanatório com a mãe, sem o pai saber, e ele lembra de tudinho que aconteceu quando perdeu sua esposa – o que no livro foi o clímax, descobrir o que houve –, mas ainda assim coloca na cabeça que quer ela de volta. Ele emagrece, vive fazendo exercícios, passa a ler os livros que ela recomenda aos alunos – conta um spoiler –, se revolta com as histórias sem finais felizes e quer a todo custo ver ela de novo. Seus dias se resumem a uma coisa apenas: Nick.

No meio da história, Tiffany aparece. É a cunhada de um dos melhores amigos de Pat e tem um probleminha (dizem que é louca). Então, eles acharam legal apresentar um ao outro. E após uma primeira impressão errada, os dois passam a se ajudar. Pat ensaia um número de dança com Tiffany e ela promete entregar uma carta dele para a ex. Assim, um passa a fazer parte cada dia mais da vida do outro.

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Isso parece bem mais um romance do que o livro. Entre outras mudanças estão a atitude do pai com Pat, no filme ele chega a ser amável com o filho. Não existe tanto aquela paixão de Pat pelos E-A-G-L-E-S!! E em determinado momento, Nick aparece para vê-lo. Totalmente inesperado. Mas como boa romântica que sou – e isso não é spoiler –, confesso que adorei o final do filme, todo fofo. Também confesso que em alguns momentos ele ficou sem ritmo e isso o fez perder uns pontos. Amei o dr. Patel, como no livro. E ri muito das loucuras de Pat e Tiffany. A história por trás de sua “loucura” foi abordada e explicada e gostei do resultado.

Agora, achei o filme e as atuações normais. Nada tão “oh, minha nossa, eles merecem o Oscar” e mesmo amando a Jennifer Lawrence, não achei que foi tudo isso para merecer o grande prêmio da atuação. Ela foi ótima, sensacional, eu diria, mas para ganhar um prêmio desses? Sei não!

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Separando livro da adaptação, o filme consegue ser muito bom. Hollywood tem a mania de mexer nos roteiros e romantizar, até para alcançar de forma certeira o público, como me atingiu. Mas acho que a história, igualzinha como no livro, ficaria muito boa também. Como não foi feito assim, o jeito é curtir o resultado, que, afinal, nem foi tão ruim quanto eu esperava. Pensando bem, talvez esteja aí a razão de eu ter gostado, minhas expectativas eram bem baixas e acabei me surpreendendo.

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Curiosidades

  • Inicialmente o protagonista de O Lado Bom da Vida seria Mark Wahlberg, que já tinha trabalhado com o diretorDavid O. Russell em O Vencedor (2010). Entretanto, foi o próprio diretor que resolveu substituí-lo por Bradley Cooper;
  • Inicialmente seria Anne Hathaway a intérprete de Tiffany, mas ela teve que desistir do papel devido a conflitos de agenda;
  • Rachel McAdams, Olivia Wilde, Blake Lively, Elizabeth Banks, Rooney Mara, Kirsten Dunst e Andrea Riseboroughestiveram cotadas para a personagem Tiffany. Jennifer Lawrence ficou com o papel;
  • É o 2º filme em que Bradley Cooper e Robert De Niro atuam juntos. O anterior foi Sem Limites (2011);
  • Após trabalharem juntos em O Lado Bom da Vida, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence se encontraram mais uma vez nos sets de filmagens de Serena (2013);
  • Este é o primeiro filme em que Chris Tucker atua desde A Hora do Rush 3 (2007). Se os filmes da série forem desconsiderados, trata-se de seu primeiro filme desde Tudo por Dinheiro (1997);
  • É a primeira indicação de Robert De Niro ao Oscar em 21 anos. O ator ganhou duas estatuetas douradas, por O Poderoso Chefão 2 (1974, melhor ator coadjuvante) e Touro Indomável (1980, melhor ator), além de ter sido indicado outras cinco vezes.

 

Beijos e uma incrível quarta-feira. ;)

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