A Seleção e A Elite

Dois dos primeiros livros que li este ano foram A Seleção e A Elite. Não consegui me segurar e emendei a leitura de um com o outro, então já dá para imaginar que eu gostei muito. A sorte que a linda da Nanda me mandou os dois de presente de aniversário ou eu ficaria roendo as unhas de curiosidade, como estou, aliás, agora que espero o terceiro e último livro ser lançado.

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A trilogia é uma distopia, gênero que vem fazendo sucesso nos últimos tempos. Nele, após a Quarta Guerra Mundial, há um novo país onde costumava existir os Estados Unidos. Illéa é comandada não por um presidente, mas por um rei e uma rainha, Clarkson e Amberly. Assim como o país não é mais o mesmo, o modo de vida dele também é diferente. Agora as pessoas são divididas por castas, de Um a Oito. Os Cinco e as castas depois dele são os mais pobres, com racionamento de comida e gastos, beirando a miséria – em se tratando dos Oito.

America Singer é uma artista, portanto, uma Cinco. Ganha seu dinheiro cantando e tocando em festas das castas mais ricas. Ela tem uma vida decente, sem muitos planos malucos, a não ser casar com seu namorado secreto Seis, Aspen Leger. Mas sua mãe tinha outra coisa em mente. Naquele ano haveria A Seleção, um evento grandioso em que a esposa do Príncipe Maxon seria escolhida e ela sairia dentre 35 garotas, selecionadas por toda Illéa. Participar d’A Seleção rende um bom dinheiro para a família da candidata, portanto, todas as famílias querem enviar uma representante. America não quer preencher a papelada, ela quer mesmo juntar seu dinheiro para poder se casar. Mas Aspen a convence de participar, afinal, ele não se perdoaria se ela perdesse essa chance por causa dele.

E o que vocês acham que acontece? Óbvio que ela fica entre as 35 meninas selecionadas. Com o namoro terminado – uma briga por ele não poder dar a ela o que ela merece e coisa e tal -, o coração despedaçado e um medo do que enfrentará pela frente, America segue para o castelo, onde viverá pelos próximos dias, semanas ou meses, tudo dependerá da escolha do príncipe e da própria America.

Lá, ela passa por situações novas, como ter muita comida disponível, criadas para ajudá-la em tudo e dar conta de 34 meninas que querem o posto de princesa de Illéa. Mulher é triste, né? Vocês sabem, quando querem alguma coisa, muitas delas não sabem jogar limpo, America tem pela frente muitas deste tipinho. Sem falar que uma aproximação com o príncipe faz seus sentimentos ficarem confusos.

A Elite

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Como o próprio nome já diz e qualquer pessoa pode imaginar, America ficou entre as seis garotas da Elite, escolhidas pelo príncipe para continuarem na “briga” pela coroa. America está super confusa, além de lidar com os sentimentos por Maxon, Aspen retorna para sua vida como soldado do castelo e aquele lugar, os braços dele, foi por muito tempo um porto seguro para ela. Como deixar isso para trás? Por outro lado, Maxon é um homem admirável, a trata muito bem, é romântico e a respeita, ou melhor, respeita seus limites. Ele parece um cara certo, alguém com quem valeria à pena passar o resto da vida ao lado. Mas nem tudo são flores. Há os rebeldes, que cada vez mais atacam o castelo e colocam as vidas das pessoas em risco, há as outras meninas que querem tempo e atenção do príncipe para que elas possam estar no páreo pela coroa e existem as responsabilidades que uma posição como esta exige.

Depois da Elite, de algumas pisadas na bola e de enfrentar o próprio rei, America tem sua estadia no palácio colocada em risco. Mas contará com ajuda de pessoas especiais para dar a volta por cima e se garantir entre as finalistas.

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A Seleção é um livro bem de menininha. Com príncipe, vestidos volumosos e lindos, romance e todos aqueles momentos de suspirar. Admiro a America, apesar de sua constante indecisão me irritar um pouco e me fazer pensar que ela colocaria tudo a perder a qualquer momento. Em seu favor há seu lado divertido, sincero ao extremo e até o lado genioso. Características que chamaram a atenção de Maxon desde o início. Eu também a admiraria caso estivesse na posição dele. As pessoas tendem a mentir e falar o que os que estão no poder querem ouvir, America não. Ela fala o que vem na cabeça, o que também pode prejudicá-la em certo ponto.

Suspirei muito com a relação construída entre America e Maxon. E até entendi os motivos que levaram Aspen a terminar com ela, por exemplo, ela viraria uma Seis, cairia de casta, o que não importava para ela, mas para ele significava muito. Mesmo assim, fui team Maxon. Torci por ele, para que ele ganhasse definitivamente o coração dela, já que ela seria uma ótima rainha, pois veio de baixo e sabe como é não ter nada. Ela tem fibra, tem coragem, luta pelos seus e defende quem ama. São qualidades que não devem passar em branco.

Por outro lado, o jeito como o livro terminou não me agradou muito, achei meio corrido, meio sem fim. Sorte que eu tinha o segundo para correr e ler. O livro que abriu a trilogia ganhou quatro estrelas e meia – se isso fosse possível no Skoob. E eu adorei.

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Em A Elite, a comprovação de que Maxon não é perfeito conseguiu desfazer quase todo o amor que eu sentia por ele. Algumas de suas ações pareceram inaceitáveis para um homem que se dizia apaixonado. Ao mesmo tempo, entendo que ele tem seus deveres e que precisa ser respeitado se quiser manter sua posição, sua honra. Mas confesso que ele partiu meu coração, embora depois tenha colocado ele de volta no lugar, acho.

America me irritou de novo, esse é o problema com essas mocinhas, indecisão demais, um momento de força seguido por um de fraqueza. Odiei quando ela deu sua palavra e depois voltou atrás, fazendo uma situação completamente diferente ser a correta para ela. Mas no geral, tirando esses pequenos momentos, ela é ok. Como já comentei, tem garra para lutar pelo que acha ser o correto e para defender os que ama.

Agora é aguardar o dia 6 de maio, quando o terceiro livro será lançado pela editora Seguinte por aqui, simultaneamente com os Estados Unidos, para saber como essa história irá terminar. America será rainha, ficará com Aspen, virará freira, seguirá seu caminho sozinha? Quem sabe? Só a Kiera Cass mesmo. O nome do livro que fecha a trilogia é A Escolha. Já estou ansiosa. A capa é linda e combina perfeitamente com as anteriores.

The one

Acho que ele será o responsável por eu quebrar meu jejum de compras. Não conseguirei ficar sem. Li os dois primeiros em cerca de três dias cada um, com certeza esse não será diferente. Quero já!

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