Em meus pensamentos

 

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Eu e os livros estamos passando por uma fase difícil. Acho que um pouco é culpa das séries, que se intrometeram na nossa relação e agora querem atenção total de mim. Não posso acreditar que aquele amor imenso que sentimos um pelo outro (eu e os livros) possa ter morrido, até porque a paixão continua. Só de ver livros novos – e claro que os meus antigos também – meus olhos brilham. Sinal de que o encanto não acabou. São anos de viagens juntos, felicidade, dedicação, passamos por tristezas juntos e choramos com o apoio um do outro, certo, só eu chorei. Mas vocês entendem o que eu quero dizer, né?

Esse ano li pouquíssimo. Ao todo, nesses sete meses e uns dias, apenas 17 livros, número alto graças às férias. E isso só me incomoda mais e mais. No entanto, há sempre aquele livro que sabemos – temos esperança – que pode nos tirar dessa tristeza. Livros leves, despretensiosos, que já temos uma ligação ou que nos faça criar uma rapidamente. Uma de minhas últimas leituras foi assim, um cenário conhecido e personagens que há muito ganharam meu coração. Estou falando de Em meus pensamentos, da Bella Andre, o último livro dos irmãos Sullivan (dos irmãos porque ficou o gancho para a história da mãe e parece que há também a do primo Rafe).

A receita é a mesminha de todos os outros livros: casal que se estranha e que não quer nenhum relacionamento sério sente a química entre eles e acaba se entregando à paixão, que mesmo que não queiram aceitar, se fortalece dentro deles. Claro que nessa altura do campeonato, no livro oito, todo mundo percebeu que é assim que funciona para Bella e tem dado certo ou ela não teria todos eles publicados. Ainda assim, os elementos diferentes que ela consegue adicionar ao enredo fazem toda a diferença e podem despertar um encanto distinto.

Lori é a mais maluca de todos os Sullivans, ela é artista, dançarina e coreógrafa, tem o espírito livre. Sua alegria é contagiante e sua animação sempre foi um ponto forte. Mas ela não está neste lugar agora. Traída, decepcionada, amargurada, ela decide largar seu espetáculo e sumir por uns dias. No aeroporto, ao alugar um carro, ela pergunta para a atendente qual o seu lugar preferido, com a resposta da mulher ela tinha seu destino definido: iria para Pescadero. O lugar com colinas verdes, carneiros e gados pastando, contrastando com o mar, parecia perfeito para ela esfriar a cabeça. Mesmo após tantos avisos sobre seu agora ex-namorado, ela não conseguia vê-lo da forma que era, um aproveitador, e agora não queria escutar da família o famoso “eu te avisei”. Por isso decidiu ficar reclusa na comunidade rural e mais, trabalhar em uma fazenda. A oportunidade surgiu quando comprava coisas no armazém e viu o anúncio de emprego. Depois que entrou na fazenda de Grayson Tyler, sua vida não poderia se tornar mais diferente.

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Ninguém jamais imaginaria a Mazinha fazendo serviços de fazendeiro, muito menos Grayson quando a viu sair do carro praticamente seminua e de saltos altos. Aquela maluca quase atropelou sua galinha e ainda bateu com o carro na cerca. Depois veio com um papo de querer trabalhar ali. Era só o que faltava. Grayson era ocupado, recluso, não gostava de contato com outras pessoas. Seu lugar perfeito era ali, cuidando dos bichos, das plantações e sem mais ninguém. Mas Lori não ia deixá-lo em paz se não a deixasse mostrar que podia dar conta do serviço. Teimosa como é e bastante decidida, ela acabou o convencendo a deixá-la ficar ali, mas todo dia era um problema diferente, uma atitude diferente. Lori não imaginava que poderia se dar tão bem ali e não queria sentir a atração que sentia pelo cara, que também não procurava companhia. Uma das maiores diversões do livro foi acompanhar o dia a dia desses dois teimosos e rabugentos, que sabiam desde o primeiro instante que permaneceriam na vida um do outro.

A história de Mazinha foi super fofa, cheia de emoção. Tanto ela quanto Grayson tinham uma bagagem pesada para carregar, traumas de outros relacionamentos, barreiras que cismavam em continuar ali, que eles cansaram de tentar vencer ou nem chegaram a tentar. Um é importante na vida do outro, apesar de demorarem para aceitar isso. Foi inebriante acompanhar a evolução da relação dos dois. Grayson é um personagem daqueles dignos de piriguetagem, mesmo com o humor puxado pra ranzinza. E Lori, ah, é impossível não se apegar a ela, que é incrível!

Curti as danças, a paixão e, principalmente, ficar sabendo sobre os outros irmãos. O final foi uma gracinha, digno de suspiros. Agora é esperar para ver se a Novo Conceito continuará publicando os livros da Bella. Estou louca para saber sobre a mãe, que desde o primeiro livro admirei.

A capa ficou muito boa, a diagramação seguiu a dos outros livros e um ponto negativo que tenho que destacar foi a quantidade de erros de edição/digitação que encontrei. Por exemplo:

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Esse foi apenas um dos errinhos que encontrei e é bem chato encontrá-los pelo caminho. Mas essa é a única ressalva.

InformaçõesSkoobLeia um trecho

Beijos e uma ótima terça-feira.

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