A Escrava Isaura e o Vampiro

Na estreia do Clube do Livro, escolhemos para comentar uma obra leve, de leitura rápida e que nenhum dos membros havia lido. Ela também precisava ser de um autor nacional, portanto, decidimos pela leitura de A Escrava Isaura e o Vampiro, de Jovane Nunes e Bernardo Guimarães, publicado pela Lua de Papel.
Em A Escrava Isaura e o Vampiro, Leôncio é filho de um rico fazendeiro, que foi mandado para Coimbra para estudar advocacia. Perambulando pela Europa, em uma de suas farras, dá de cara com o próprio Conde Drácula, o responsável por sua transformação no único vampiro do Brasil (ao longo da história ele se torna o único vampiro que passa por certas situações também). No Brasil, após a morte dos senhores, a fazenda acaba ficando aos cuidados de Isaura, a escrava branca e a obsessão de Leôncio após sua volta. E o que acontece depois disso é muita confusão, morte e cenas com cerca ausência de noção.
O sentimento que posso dividir com vocês é: como é bom poder reunir pessoas que gostam de ler para discutir os livros e nos dar outras visões sobre a obra. Antes da reunião essa resenha sairia totalmente diferente, porque toda a discussão sobre o livro me fez abrir os olhos para o que eu estava bloqueando.
Vou explicar: o livro é engraçado e me fez rir em muitos momentos. Essas partes, por sua vez, bloquearam o que o livro tinha de ruim. Eu só guardei as partes boas, entendem?
Mas o que ele tem de ruim? Vou listar. Primeiro: muita apelação sexual, que geraram cenas totalmente desnecessárias; Segundo: inúmeros, mas inúmeros mesmo, erros gramaticais e de revisão, chegou a doer, do meio para o fim é quando mais aparecem; Terceiro: senti falta de ter lido o original para comparar a semelhança. Não lembro se li, mas creio que não, senão lembraria da trama. O fato é que pelo que conversamos o vilão, Leôncio, foi transformado em um típico boca-aberta e não um personagem a quem se devesse temer. Claro que fazia das suas maldades, mas não foi por elas que ficou marcado, pelo menos para mim.
Não tiro o mérito da editora e do autor, porque realmente achei muito válida a ideia de mexer com os clássicos, deixá-los mais interessantes. Mas aqui, não deu 100% certo. E como a Márcia também comentou, o autor soube fazer críticas com pitadas de humor sobre os problemas políticos e sociais do Brasil, isso também foi válido.
Cada um deu sua nota no Clube do Livro para esta obra, a minha foi 6,0.
OgAAABDhEXMULR0gCe-rlNykMJGPhPFw4FYjzoVYVCe_P7q0hH_F2f1O1CWharTjXWfyCmXzpwT8QrmI5SCl-BOEFZYAm1T1UBoA6nhElDxModvM6g-ZkORcBrzs Grupinho reunido após as discussões e falta a Camila que precisou sair mais cedo!

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