Velozes e Furiosos 5

poster-nacional-velozes-e-furiosos-5-operacao-rioEu adoro Velozes e Furiosos, o primeiro filme. É uma das minhas produções preferidas, já vi e revi milhares de vezes, mas é claro que novos filmes com esse nome já deveriam ter parado de ser produzidos. Cada filme é uma decepção maior e o 5, devo dizer, fecha com chave de outro falsificado. É péssimo!

O diretor de "Velozes e Furiosos 5", Justin Lin, diz que só fez o quinto filme da franquia depois de falar com os fãs da série no lançamento de "Velozes e Furiosos 4", em 2009. Nos comentários que ele faz no DVD e no Blu-Ray do longa, lançados no dia 23 de novmebro no mercado brasileiro, Justin conta que achava que a história já havia terminado, até conversar com fãs do filme. "A paixão e a conexão deles com a franquia me incentivaram a fazer mais um filme", diz Lin, que já está preparando o sexto "Velozes", previsto para sair em 2013.    Fonte

Certo, talvez se eu não fosse brasileira nem reclamaria tanto, mas como sou, vi que eles mostraram meu país de forma totalmente errônea, sem contar que os pegas de carro – que são a marca registrada dos filmes – praticamente nem ocorreram nesse último. Para ter um novo filme, só melhorando e muito o roteiro.

Em Velozes e Furiosos 5, Dominic Toretto (Vin Diesel) foi resgatado da prisão por sua irmã Mia (Jordana Brewster) e Brian O'Conner (Paul Walker), que realizam um ousado – leia-se mirabolante - resgate sobre rodas. Logo em seguida, ele desaparece. Brian e Mia vão até o Rio de Janeiro, onde encontram Vince (Matt Schulze). Ele propõe ao casal o roubo de carros que estão sendo levados em um trem, algo que, segundo ele, será uma operação simples que renderá um bom lucro. Durante a operação, Dominic reaparece e diz à irmã que os planos mudaram. Ela então leva um dos carros a um esconderijo em plena favela carioca, deixando Dominic e Brian enfrentando policiais e bandidos. Ao desmontar o carro, o trio descobre que ele contém um chip com todas as operações ilegais de Hernan Reis (Joaquim de Almeida), incluindo onde guarda o dinheiro arrecadado. É o suficiente para que eles elaborem um plano para roubar a fortuna de Reis, contando com a ajuda de vários amigos.

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Nem tudo foi erro no roteiro, por exemplo, a polícia corrupta. A má conduta de alguns policiais realmente é um fato triste da realidade brasileira. Porém, os erros fazem o filme perder toda a credibilidade e deixam os brasileiros, no mínimo, insatisfeitos. Veja os principais erros listados pela Uol Cinema:

  • Vamos falar direito?
    Os astros do filme vieram ao Rio de Janeiro para gravar algumas cenas, mas personagens que deveriam ser brasileiros claramente são interpretados por atores de outros países. O caso mais claro é o de Zizi (Michael Irby) que fala português com muito sotaque.
  • Que trem é esse?
    No Rio, os personagens aceitam participar de um roubo a um trem em movimento. O problema que o trem de turismo que a sequência mostra não existe no Brasil, infelizmente. Nós viajamos por estradas e pelo ar, mas o transporte ferroviário é precário. As paisagens desérticas também não se parecem com qualquer vegetação brasileira.
  • Escambo
    O vilão Reyes (Joaquim de Almeida) explica como era a convivência entre os portugueses e os índios quando o Brasil foi descoberto. Ele disse que antes dos lusitanos, os espanhóis tentaram dizimar os indígenas e falharam. Quem já assistiu a pelo menos uma aula de História sabe que isso é mentira.
  • Drogas em dólar
    Os personagens decidem invadir uma das bases secretas do vilão e lá encontram um monte de mulheres vestidas apenas de lingerie que contam o dinheiro da venda de drogas. Além da bizarrice do vestuário, há um erro: a esmagadora maioria das notas é de dólar. A menos que os usuários de drogas costumem passar em casas de câmbio antes das compras, as notas deveriam ser de reais.
  • O Leblon que não é de Manoel Carlos
    A tal base secreta do vilão fica no bairro de Leblon. Quem assiste as novelas de Manoel Carlos sabe que a região tem muitos prédios de apartamentos de luxo e a trilha sonora é sempre de bossa nova. Em “Velozes e Furiosos 5”, o bairro é bem pobre.

caec76c031c769777ae647b664a88084 Tá bom que os carros da polícia no Brasil são assim

É triste, pelo menos deveria ter um bom trabalho de pesquisa. Porque muitos dos fãs da franquia são brasileiros e a decepção é inevitável ao ver o país que tem tantos pontos positivos, ser mostrado desta forma. Enfim, se for para assistir sem se apegar aos detalhes, é um bom entretenimento. Mas para mim não passou batido. Foi o pior até aqui.

Beijos e ótima quarta.

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