Aden Stone e a batalha contra as sombras

Interligados - Aden Stone e a batalha contra as sombras[2] Ser um adolescente que aparentemente fala sozinho é estranho. Ter quatro almas em sua cabeça e por causa delas ser capaz de voltar ao passado, prever mortes e levantar os mortos, é bizarro! Mas como diria meu amigo Murphy, nada é tão ruim que não possa piorar. Essa é a vida de Aden Stone – na verdade Haden, mas como ele só conseguia pronunciar sem o H quando criança, ficou assim –, que conhecemos no primeiro livro da série Interligados.

O garoto nasceu com um grande carma. Por ser diferente, seus pais o abandonaram. Por falar sozinho, foi posto em hospícios. E por arrumar confusão, foi criado longe de uma família, de amigos e da sociedade. As únicas pessoas com quem conversava eram as almas de sua cabeça: Eve, Julian, Caleb e Elijah, além dos psicólogos e psiquiatras. Agora Aden vivia em um rancho em Crossroads, Oklahoma, comandado por Dan, um cara muito gente fina, que teve um passado problemático e que atualmente ajuda garotos rebeldes. O dia a dia no rancho é pesado, cheio de trabalho e com muita disciplina. Aden nunca esteve em um lugar assim e gostava dali, principalmente de Dan, que era gentil e que representava um pai para ele.

Em um dia, Aden resolveu passear pela cidade curtindo música bem alta – para bloquear a tagarelice de seus amigos –, então quando se dá conta, ele está em um cemitério e é tarde demais para voltar. O poder de Julian faz com que os mortos levantem e Aden tem que matá-los de novo, arrancando as cabeças. Porém, até conseguir fazer isso, ele sofre com mordidas e com a saliva cheia de veneno dos mortos-vivos. Enquanto estava na batalha, uma garota aparece na estrada e bum, o mundo que ele conhece não parece mais estar ali, um vento forte o joga no chão – e a garota também – e as vozes de seus amigos somem. O que acabou de acontecer?

Aden termina o serviço com os zumbis, limpa-se e vai atrás da garota que o fez sentir tão estranho. As vozes em sua cabeça estão aflitas e tagarelando sobre um buraco negro para o qual foram mandadas. Elijah alerta que se ele for atrás da garota muita coisa vai acontecer, mas Aden não liga. Ele quer respostas.

Mary Ann achou muito estranho aquele vento, a queda e o jeito como se sentiu ao ver aquele garoto no cemitério. Mas segue para seu encontro com Penny, sua melhor amiga – bem safadinha. Aden chega no local, a garota entra em pânico e Penny solta a franga, até chama o menino para a mesa. Mary Ann fica louca com Penny, ela tem namorado e não quer ficar batendo papo com aquele estranho que a faz sentir vontade de abraçá-lo e ao mesmo tempo de sair correndo. Ele quer acompanhá-la até o trabalho, mas ela recusa, assim como quando ele pede seu telefone. Mas Penny está ali para isso, entrega o número da amiga e o dela também.

Aden quer entender a reação que a garota – Mary Ann – causa nele e faz de tudo para ser matriculado na escola dela. Mary Ann, por sua vez, também fica intrigada e quer saber mais sobre o garoto. Uma amizade começa. Amizade, porque a menina não é a mesma que Elijah viu no futuro de Aden.  E dessa união entre os dois, nasce a maior confusão de todas.

Se Aden já era esquisito com tudo que citei no início, imagine quando ele descobre que está soltando uma energia que foi capaz de chamar vampiros, lobisomens, fadas, elfos, bruxas, fantasmas e gnomos? E, ainda por cima, que a maioria deles querem a sua cabeça? Uma piração! Com a ajuda de Victoria, uma vampira; Riley, um lobisomem; e de Mary Ann, aparentemente normal, a não ser por bloquear as almas na cabeça de Aden; eles vão descobrir muitas coisas sobre o passado, entender o presente e tentar fazer com que o futuro não seja aquele que Elijah previu para Aden: a morte.

Eu adorei o enredo criado por Gena Showalter, fiquei grudada e devorando as quase 450 páginas. A trama que envolve Aden e Mary Ann é cheia de mistérios, de segredos por todos os lados e de surpresas inimagináveis. Sem falar na aventura que é estar ao lado do garoto que causou um reboliço, trazendo tantos seres sobrenaturais para a cidade. Simpatizei com Aden desde o primeiro contato, apesar de seu passado sofrido, ele é um garoto doce e incrível, que só quer carinho e atenção, que conviver com outras pessoas e não ser visto como uma aberração. Mary Ann também é uma fofa, compreensiva e amiga para todas as horas, tudo que Aden sempre quis. Riley é um gato – eu sei que é lobisomem, mas é gato –, mesmo não gostando muito da cara de Aden no início, começa a gostar do garoto depois e Victoria é a garota dos sonhos de Aden, ou melhor, das visões de Elijah.  Tudo é muito turbulento na vida de Aden e ele só quer encontrar a paz. Ainda bem que agora ele tem amigos para ajudá-lo na missão, uma coisa que ele jamais imaginou ser possível ter.

O livro tem uns errinhos aqui e ali, mas bem poucos, que nem atrapalham a leitura. Eu os percebi mais para o fim do livro, principalmente na escrita de “quando” quando deveria ser ‘quanto”. O fim da história foi rápido demais, com uma vitória, digamos, fácil demais e com uma bomba no colo de Aden que eu acredito que vá ajudá-lo no próximo livro. Além disso, uma situação tenebrosa com as bruxas ficou sem solução aqui e com certeza é o gancho para o livro 2, que leva o nome de Aden Stone contra o Reino das Bruxas. Apesar desse fim, o livro merece quatro estrelas. Eu adorei, me envolvi, fiquei emocionada e torci muito por Aden e seus amigos, se pudesse, eu mesma entrava no livro e os ajudava, tamanha minha simpatia pelo grupo.

Sem dúvidas, eu indico.

INTERLIGADOS_1300921655P Capa do livro 2 que vou ler em breve!

Beijos e uma ótima pré-sexta-feira! ;)

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