Cinquenta Tons de Liberdade

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*Podem ler sossegados que não tem spoiler.

Fiquei pensando e pensando, pensando mais um pouco, pesando minhas opiniões e questionando se impliquei demais com os livros de E.L. James. Mas o que pude perceber, no geral, é que muitas pessoas compartilham do meu sentimento. Não critico quem amou e favoritou, jamais, mas para mim esse esquema não funcionou. Não me joguem pedras, leiam meus argumentos.

Temos aqui um belo exemplo de como um bom marketing pode criar sucessos. Ou alguém duvida que a enorme quantidade de vendas da trilogia dos Cinquenta Tons se deu por conta de todo o burburinho em volta dos livros? Porque vamos combinar, estou até agora procurando o motivo de tanto sucesso. Tudo bem, não me levem a mal, Christian vale a pena, é um personagem que encanta, mas é também um porre quando quer, um grude, controlador e que passa dos limites em alguns momentos. Sobre a Ana é melhor eu nem começar a falar, principalmente pelo fato de a Deusa Interior e o Inconsciente – que estavam ambos em uma vibe de leitura o.O – me irritarem tanto, mas tanto, que eu já não aguentava mais qualquer menção a eles. As piruetas eu até aceitava, agora a deusa interior abaixar o livro do Charles Dickens e sei lá o quê? Isso foi demais para mim.

Não quero fazer uma resenha altamente negativa, mas tenho que desabafar e contar sobre o que me incomodou na leitura. O último livro da trilogia é interessante, tem seus momentos de fofura, viagens por lugares diferentes, tem mais suspense e mistério, atos heróicos, brigas e sexo, tão presente em todos os volumes. Uma mistura legal, algumas revelações bem colocadas, mas também muitos clichês. Ainda bato na tecla que o que eu mais gosto em todos os livros são os e-mails. Gosto do Christian brincalhão e odiei as 15.658,89 vezes que a Ana “fala” meu Cinquenta Tons. Umas cinco, seis vezes ou até mais, espaçadas, está valendo, mas toda hora, quase em todas as páginas é muito chato. Do mesmo jeito que ela ficar dizendo que ele muda de humor a todo tempo. Quem é que já não sabe?

Não posso dizer para vocês que não aproveitei a leitura, gostei de ver como a Ana conseguiu amadurecer em alguns quesitos e como é uma mulher corajosa, ainda que teimosa. Christian também melhorou horrores do primeiro livro para cá, seus traumas, suas barreiras foram caindo e mostrando quem ele realmente é, apesar de toda a bagagem ruim. Foi bom desvendar o passado dele, ver que ele realmente confiava em Ana. O romance dos dois melhorou um pouco de cada um, ele abriu exceções por ela e ela por ele, assim como uma relação verdadeira deve ser. Ninguém pode ser feliz com outra pessoa se não ceder em relação a alguma coisa, pode ser uma coisa mínima ou uma coisa enorme, como no exemplo de Ana e Christian.

A história dos dois teve um final bem redondinho, daqueles de suspirar e sonhar ter um igual. Confesso que também sonhei ter metade da metade – se bobear da metade – da conta bancária do Christian. Um bolso cheio ajuda bastante, né? Bom, espero que não tenha sido muito chata na resenha, mas eu realmente fui sincera, senti tudo isso enquanto lia. Uma hora estava suspirando e na outra xingando. Acho que faz parte e acho também que a autora poderia ter sido melhor em muitas partes, mesmo assim é ela que está lá com o bolso cheio, se aproximando da conta do Christian. Foi uma leitura válida, gostei de ter acompanhado e fico feliz que tenha acabado. Agora vocês me dão licença que eu tenho que comprar umas algemas, uma venda e uma gravata bem boa para colocar em prática o que aprendi com a leitura da trilogia.

Brincadeirinha!! Ou não…

Beijos e uma ótima terça-feira. Ah, Gilmara, muitíssimo obrigada pelo empréstimo do livro. ♥

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