Conheça a série #33 – Graceland

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Confesso que não estou muito por dentro das séries que estreiam neste período. Não só porque não tenho muito espaço para novas produções, mas também porque minha vida anda bem agitada. Não fosse pela Camila Araújo, demoraria um pouco para conhecer Graceland. Miloca é doida por séries policiais e compartilhamos algumas queridinhas, entre elas a mais nova aposta de Jeff Eastin, o criador de White Collar.

Graceland é diferente, não tem foco apenas em uma agência federal, mas reúne policiais do FBI, DEA e Alfândega, ou seja, existem muitos caminhos que a série pode abordar. Graceland é o nome da casa que foi confiscada de um líder do crime organizado em plena Califórnia, de frente para o mar. Tem uma vista invejável. Lá vivem esses agentes do governo, todos disfarçados e cada um com uma missão. A série é baseada em eventos reais.

No episódio piloto, que foi exibido no último dia 6 - mas que deve ter vazado antes, pois assisti no mesmo dia 6 ao meio-dia - conhecemos todo o pessoal, inclusive Mike Warren, um recém-formado agente do FBI, com pontuações altíssimas e uma inteligência incrível. O cara também é ambicioso e quer se tornar diretor bem cedo, no entanto, isso não faz dele uma pessoa má, que passa por cima dos outros. Mike é legal e o novato na casa.

Seu treinador em Graceland é um mito no FBI, com pontuação ainda mais alta que a de Mike e com o grande feito de se tornar um diretor antes dos 30 anos, Paul Briggs é uma lenda! Ele também é cheio de mistérios, o único que consegue ter um segredo na casa e é um chefe bem zen, pelo menos agora. Além de Mike e Paul, Joe "Johnny" Tuturro também é agente do FBI. Ele é super animado e apronta algumas com Mike por ele ser o novo cara por lá. Mas na hora do “pegapracapá” ele também se mostra muito bom.

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DJ é um agente da Alfândega, com seus cabelos de dreads. Ele consegue se misturar bem facilmente aos alvos de investigação e pelo pouco que apareceu demonstrou ser uma pessoa do bem, de fácil convivência, isso quando as pessoas não comem e bebem de suas coisas na geladeira. Catherine Lopez é uma gênia de maquiagem, faz seus disfarces tão bem que é impossível não acreditar que ela seja uma viciada em drogas, ela também é do FBI, mas atua mais no combate às drogas e parece que ficou de olho em Mike. Acho que pode rolar um romance no futuro.

Lauren Kincaid, é da DEA, assim como Donnie, um dos caras que é baleado em uma ação e retirado da casa para sua própria segurança. Ao que parece, eles não continuarão muito na série, serão personagens apenas recorrentes. Paige Arkin, também DEA, está em uma missão e não apareceu no piloto, mas aparece nos créditos como personagem fixa.

O primeiro episódio, mesmo servindo como uma introdução da história toda, foi bastante enérgico e cheio de ação. Mike mal chega na casa e logo é colocado em um caso delicado, que pode custar a vida de uma família. Todo mundo se dedica ao caso e os disfarces são bem trabalhados ao longo da trama. No início fiquei com dó de Mike, porque por ser um novato, as pessoas não gostavam dele, armavam para ele e se aproveitavam dele. Só que o cara mostrou que sabe se cuidar sozinho, conquistou a confiança do pessoal, se mostrou extremamente inteligente e conseguiu ter uma rápida adaptação em Graceland. Mas tem um porém em sua ficha, ele queria mesmo era trabalhar em Washington e, no entanto, foi mandado para a Califórnia. Briggs meio que desconfia, mas quando Mike diz que não sabe o motivo da troca de local, ele parece acreditar. A verdade verdadeira é que a missão de Mike ali é outra, que não vou contar para não estragar a surpresa. Mas posso dizer que essa surpresa fez com que o episódio ganhasse ainda mais pontos comigo e o conjunto garantiu a série na minha grade.

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Espero que a audiência seja boa e que ela se mantenha no ar. O elenco trabalha super bem e tem bastante química em cena. Mike e Tuturro parecem amigos de longa data, Catherine também se dá bem com ele e os outros moradores têm bastante harmonia. A série promete bastante emoção e é um prato cheio para quem gosta desse tipo de produção. Eu fiquei bem contente com o que assisti e recomendo.

Ah, vale ressaltar que além de toda a ação, a série também tem seus momentos de comédia, que servem muito bem para tirar um pouco da tensão e dar mais pontos para a produção. O segundo episódio foi exibido na última quinta, mas ainda não assisti. Estou ansiosa por mais.

PS: Este post é original do Viagem Literária e o texto é meu, escrevi para minha coluna lá.

Beijos e uma ótima segunda-feira.

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