Não posso me apaixonar

não posso bella andre

Desde a leitura do primeiro livro da série dos Sullivans ficou bem claro que aquela família é surreal no quesito beleza. Todos os oito irmãos são lindos e não passam despercebidos. Agora imagine esse padrão de beleza, um corpo bem definido e um uniforme de bombeiro. É para delírio geral da galera. Bom, esse é Gabe, o irmão Sullivan protagonista do terceiro livro escrito por Bella Andre.

Não posso me apaixonar segue o roteiro dos livros anteriores, corações machucados, atração maluca e um impedimento para o final feliz – que, vamos combinar, só coloca mais lenha na fogueira. Sabem aquela sabedoria popular que diz que tudo que é proibido é mais gostoso? Encaixa-se perfeitamente na situação. Gabe é um cara super profissional, salvar vidas é seu dom e foi atendendo a ocorrência de um incêndio que conheceu Megan Harris e sua filha de 7 anos, Summer. Megan o surpreendeu com sua força, seu desejo de salvar a vida da filha, ela foi tão forte que só apagou depois que teve certeza que Summer estava segura, aquilo mexeu com Gabe. Mas o bombeiro Sullivan também não saiu tão bem da situação, machucado, foi parar no hospital.

Megan prontamente foi agradecer aos serviços corajosos de Gabe, mas foi recebida secamente, apesar da grande atração entre ambos. Por seu lado, Gabe sabia que não podia se envolver com nenhuma vítima que resgatara, até porque em um passado nem tão distante, um relacionamento desses quase acabou muito mal. E Megan, que havia perdido o marido, piloto da Marinha, há cinco anos, prometeu nunca mais entregar seu coração para ninguém. E logo ela, tão determinada, foi se sentir atraída por um bombeiro, que coloca sua própria vida em risco mais de uma vez por dia para salvar outras vidas. Isso era impossível, não aconteceria.

Depois do encontro no hospital, levou dois meses para que Gabe e Megan se vissem novamente. Megan não contava era com a esperteza de Summer, que se apegou a Gabe quase que instantaneamente e, a partir daí, fazia de tudo para colocar ele e sua mãe juntos. Quase uma Operação Cupido. Eles até tentam ser antipáticos um com o outro, mas é claro que não conseguem se segurar por muito tempo e logo os dois se entregam ao fogo da atração que sentem um pelo outro. Mas enfrentarão um caminho bastante turbulento, já que não querem se apaixonar.

Mesmo com aquele roteiro conhecido, Bella Andre sempre coloca um tempero diferente, adiciona alguma coisa para que a história não seja idêntica às anteriores. Nesse caso, é Summer. A menina é um doce e é cheia das falcatruas, esperta que só. Com certeza, a garotinha roupa a atenção no livro. Megan não fica na defensiva só por causa dela, é por causa da filha também, pelo medo que sofram de novo. Porém, quando o fogo bate, ela não quer nem saber, se deixa levar pelo impulso, pelo desejo.

Gabe é um cavalheiro. Lindo, bem educado como os irmãos, gentil e meio cabeça dura com questões do coração. Ele não quer cometer um erro, mas ao mesmo tempo sabe que não pode ficar longe de mãe e filha. Até que passa a lutar por elas, com a ajuda de Summer. Super compreensivo, ele espera pelo tempo de Megan. Apesar de sua beleza física ser exuberante, é a beleza interior que se exalta no rapaz. Ele ama crianças, trata Summer de uma maneira tão linda, é respeitoso, um cara e tanto. E Megan, no decorrer do livro, vai percebendo essas qualidades de Gabe, vai deixando as barreiras caírem, seus medos vão ficando de lado. É muito legal mesmo acompanhar essa evolução.

O sexo está presente, claro! E é sempre daquele jeito com os Sullivans: incrível! A família tem o dom para as safadezas. Os homens levam as mulheres à loucura várias e várias vezes e fogo é uma coisa que nunca acaba por ali, Gabe que tem por profissão apagar incêndios, sabe como começar um em uma mulher só com o olhar e, claro, não perde tempo para tentar apagá-lo.

Gostei bastante de conhecer mais um irmão da família, assim como pude conhecer melhor a maravilhosa mulher que os criou, Mary é uma pessoa sem igual. Ela conhece muito bem todos os seus filhos e só de olhar já sabe o que se passa por suas cabeças. Além de ser uma excelente pacificadora, conselheira, uma verdadeira mãezona. É uma personagem digna de admiração, pois criou seus oito filhos praticamente sozinha após a morte do marido e todos eles são ótimos. Ah, o livro quatro fala pela primeira vez sobre uma Sullivan, Sophie, a Boazinha. Semana que vem conto a história dela.

Beijos e uma ótima quinta-feira.

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