Toda Sua

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A trilogia dos Cinquenta Tons foi o pontapé para a chegada dos romances eróticos no país. Mesmo que os livros de banca, que são bem hots, estejam aí há muitos e muitos anos, foi apenas depois do lançamento da história de Christian e Anastasia que a maioria do pessoal dedicou sua atenção ao gênero. Até pessoas que não liam muito, começaram a se interessar e adquiriram o hábito, um dos méritos do sucesso. Depois do bum e da conta bancária de E.L. James ter visto cada vez mais verdinhas, fomos bombardeados com títulos e mais títulos de romances calientes. Temos Bella Andre, por exemplo, que é autora de uma série que leio, e recentemente conheci Sylvia Day, com o início de sua série Crossfire. Fora outros que não lembro e não pesquisei para colocar aqui.

Ganhei Toda Sua de presente de aniversário em 2012 e, como vocês sabem, esse ano estou lendo o que me dá na telha, o que tenho vontade, o livro que brilha. Em julho, decidi que conheceria esse enredo e fiz toda a introdução acima para comentar que é praticamente impossível que outros livros do gênero não sejam comparados aos Cinquenta Tons. Dito isto, logo nas primeiras páginas de leitura eu já pude perceber que Sylvia escreve melhor que E.L. A narrativa é mais gostosa de ler, flui melhor e não existe aquela quantidade de palavras repetidas que tanto incomodou na leitura do outro. Por outro lado, Christian é muito mais periguetável que Gideon e vou falar mais sobre isso depois.

Bom, Toda Sua é a história de Eva Trammel, uma mulher bem rica, com um passado tenebroso e que é vítima dos cuidados de sua mãe, ela se preocupa com Eva a cada minuto e, às vezes, toma atitudes nada positivas para garantir que a filha esteja segura. Eva mudou-se para Nova York para começar em um trabalho, de baixo, sem ajuda do padrasto milionário. Mora com seu melhor amigo, Cary, que também tem um passado tenso. E juntos eles se apoiam e se mantêm bem. O novo emprego de Eva é no Crossfire e ela decide ir um dia antes no local para dar uma olhada. Saindo de lá, esbarra com um Deus Grego, um cara que a fez sentir o corpo esquentar só de olhar.

No outro dia, ela o encontra novamente e descobre que ele é Gideon Cross, milionário e dono do prédio em que trabalha. Os dois sentem uma química intensa um pelo outro e Gideon não perde tempo, na primeira oportunidade usa de um palavreado nada educado para dizer que quer levá-la para cama. Ela não gosta da aproximação dele, do jeito que ele fez, mas também não consegue parar de pensar em tê-lo na cama com ela. Situações vêm e vão e eles acabam fazendo o que tanto queriam. Mas depois Gideon fica estranho e vemos pela primeira vez a mania maldita de Eva: fugir! Sempre que acontece algo, ela foge. Mania irritante.

A relação dos dois não difere muito da de Ana e Christian, é cheia de problemas, de brigas, de separações. Só que Eva está bem longe de ser como a pura Ana que não sabia nada sobre sexo e de repente virou uma sabichona que sabia fazer coisas, etc e tal. Não, Eva era mais que experiente, não era uma santa, despreparada, que virou expert em sexo da noite para o dia e gostava de dominar também. Não como Christian, mas ela gostava do poder, se é que me entendem. E é com isso que Gideon precisa lidar, pois em todas suas relações até conhecer Eva, quem mandava era ele. Gideon também é dono de um passado abusivo, ignora a família e tem arrepios quando se trata de seu meio-irmão. Os dois são ferrados, a mente dos dois é bastante machucada e com isso eles acabam machucando um ao outro também, ao mesmo tempo que se fazem muito bem também. Por isso a relação é conturbada. Eles sabem que o mais fácil é cada um seguir por um caminho diferente, mas nem sempre a razão vence e o que fala mais forte é o desejo dos dois de ficarem juntos.

Gideon é muito grudento, um pouco maluco – reproduziu o quarto de Eva no apartamento dele para ela se sentir em casa quando quisesse, para não fugir – e fofo também. Mas não senti tanta atração por ele quanto por Christian. Por Christian, posso dizer que me apaixonei, mesmo com toda a bagagem dele, ele sabia encantar. Gideon não teve isso, pelo menos comigo. Sim, ele é lindo, de babar, com um corpo escultural e é milionário, mas seu charme foi jogado apenas para Eva. Acho que são almas-gêmeas que se encontraram e não precisou de muito para ela cair de quatro por ele. Ele sabe que tem o poder, acho que foi isso.

Eva é bem melhor que Ana como personagem. Gosto dela, mas sabe ser tão chata quanto ela quando quer. Gosto como ela se impõe, como não se faz de coitada pelo que passou, mas do meio para o fim ela passou a me irritar muito com algumas atitudes infantis e mimadas. Sempre querendo fugir e achando que não ia dar certo. Anotei isso enquanto lia: Poxa, para, pensa e resolve. Um relacionamento não é só feito de coisas boas. Te firma mulher!

Minha próxima anotação foi: Amo o Cary! No entanto, Cary foi uma decepção enorme para mim. O amigo de Eva era o meu personagem favorito, gente boa, alto astral, amigão mesmo e depois em uma onde de auto-destruição acabou com todo o sentimento que eu tinha construído por ele. Não gostei mesmo do que ele fez e de como acabou.

A leitura foi ótima, empolgante, li super rápido e quero continuar a ler. Soube que o segundo é bom, mas que o terceiro é cheio de lenga-lenga, o que me desanima um pouco. E se ficar nesse vai-e-vem infinito entre os protagonistas, vou ficar injuriada. Ah, quase esqueço de comentar, as falas aqui não são apresentadas com travessão, mas entre aspas. No começo me incomodou um pouco, mas depois consegui me acostumar. No geral, foi uma leitura boa e prazerosa. Indicada para quem gosta do gênero. Obrigada pelo presente, Jailson!

Cliques de Toda Sua

Foto 004 Início de capítulo.

Foto 006Diagramação diferenciada para os bilhetinhos. 

Beijos e uma ótima quinta-feira.

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