Inferno

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O que eu mais gosto nos livros do Dan Brown é que não importa em que lugar do mundo seus personagens estejam, consigo me imaginar facilmente junto com eles. Pode ser no Vaticano, em Florença, Veneza ou Istambul, Dan descreve tão bem os lugares que eu consigo me sentir lá. Inferno é mais uma de suas obras incríveis de se ler. Impossível não se envolver com o tema e acreditar nas provas que ele cita durante o texto. Sem falar que Dan tem uma capacidade extraordinária de nos enrolar durante a trama.

No mais recente livro do autor lançado no Brasil, Robert Langdon tem uma nova e perigosa aventura. Ele acorda em um hospital de Florença, com pontos na cabeça, sem memória do que houve nos últimos dias e sendo alvo de uma perseguição de altas proporções: alguém quer matá-lo. O professor está confuso, nem imagina como pode ter ido parar na Itália, já que se lembra da última vez de estar em Harvard. Para fugir de uma assassina determinada, Robert conta com a ajuda da doutora Sienna Brooks.

Juntos, eles descobrem um mapa escondido no casaco de Robert e começam a matutar para resolver o quebra-cabeças que se desenrola diante deles. Por que Robert está sendo perseguido, quem o quer ver morto e o que tudo isso tem a ver com a peste, Dante Alighieri e sua Divina Comédia? Em 443 páginas eletrizantes, você descobre isso.

- Está bem, vou reformular. Não temos acessos à jatinhos particulares para autores de livros sobre história religiosa. Se quiser escrever Cinquenta tons de iconografia, aí podemos conversar. Página 251

Dan Brown usou um tema bastante atual e preocupante como base de seu livro: a superpopulação mundial. Pode ser que nos tintins não seja como descrito no livro, mas não deve estar muito longe disso e eu sinceramente fiquei com medo. Comprei as afirmações e estudos citados e temi as consequências. No caso do livro, a consequência é um cientista competente decidir tomar as rédeas da situação – já que as autoridades parecem tapar o sol com a peneira – e resolver de uma vez por todas a superpopulação.

O papel de Robert, ao que parece, é deter essa ação, que tudo leva a crer seja a disseminação do vírus da peste, que matou milhares de pessoas na Baixa Idade Média. Então, não é de se espantar que o professor e sua nova aliada façam de tudo para conter isso. Mesmo que essa contenção signifique ser perseguido pela polícia, mentir, disfarçar-se e passar por poucas e boas. Enquanto Robert e Sienna tentam chegar ao local da contaminação – através de pistas que a mente brilhante de Robert é capaz de solucionar –, viajamos por museus, praças e construções divinas espalhadas não só pela Itália, mas também por Istambul. E eu amei!

A única coisa que me incomodou durante a leitura, apesar de eu adorar saber mais sobre as coisas - o que sempre ocorre com os livros do Dan –, foi que ele usou demais isso. Parecia que a cada página, principalmente no início, havia uma história a ser contada fora da trama do livro. Achei que ele parou demais a história de Robert para inserir a história real dos lugares. Para reforçar, não acho ruim que ele conte, acho maravilhoso, mas tudo que é demais enjoa. E acho que talvez por isso eu tenha demorado mais do que esperava na leitura do livro. Ainda assim, o livro mereceu cinco estrelas. Não vejo a hora de poder me jogar em outra aventura de Robert Langdon e, sinceramente, acho que está na hora de ele arrumar uma namorada. Tadico do Robert, sempre sozinho, romanticamente falando.

Dan Brown está de parabéns mais uma vez. E, como a maioria já deve saber, a adaptação de Inferno para os cinemas já está garantida. Vamos aguardar.

Momentos de sabedoria

Inventados pelos sumérios em 3500 a.C., os selos cilíndricos foram os precursores da técnica de impressão italiana conhecida como intaglio, ou talho-doce. Página 59

O marfim tem hachuras cruzadas em forma de diamante, com estrias translúcidas, ao passo que os ossos têm estrias paralelas e sulcos escurecidos. Página 60

Dante Alighieri havia se transformado em um dos verdadeiros objetos de culto da história, o que fizera surgir no mundo sociedades dedicadas à sua memória. Seu mais antigo ramo americano fora fundado em 1881, em Cambridge, Massachusetts, por Henry Wadsworth Longfellow. Página 82 

Uma réplica do Davi de Michelangelo – talvez o nu masculino mais admirado do mundo – ergue-se, em toda sua glória, à entrada do palazzo (Palazzo Vecchio). Ao Davi se somam Hércules e Caco – mais dois colossais homens nus –, que, junto com o grupo de sátiros em volta de Netuno, levam a mais de uma dúzia o número total de pênis que recebem os turistas. Página 143

 

Cliques de Inferno

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Beijos e uma ótima terça-feira. Ah, e obrigada tia Iara pelo empréstimo do livro. ;)

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