As feiticeiras de East End

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Recentemente este livro da Melissa de La Cruz originou a série de TV Witches of East End. Fiquei mega curiosa em conhecer a história que levou à criação da série e empolgada quando soube que a parceira do blog Editora iD havia lançado o título aqui no Brasil. Fiz o pedido e recebi loguinho o exemplar. Agora comento com vocês como foi essa aventura no mundo das Beauchamps.

Joanna, Ingrid e Freya são feiticeiras antigas. Mãe e filhas foram proibidas há anos de praticar feitiçaria pelo temido Conselho e assim elas viveram até que não conseguiram mais. A magia era parte delas e sem ela, as mulheres Beauchamps se sentiam incompletas. Freya era capaz de sentir a aura das pessoas, saber seus desejos e realizações sexuais, além de poder criar bebidas que ajudavam no campo do coração. E foi assim que ela voltou a realizar um feitiço, ajudando um casal que se amava, mas que estava separado, a vencer suas dificuldades e colocar o amor acima de tudo. Isso com uma bebida poderosa.

O resto da família ficou apreensivo quando soube, afinal elas não deveriam usar magia e o Conselho logo viria com suas punições. Mas elas estavam enganadas. Como não houve sinal de que descobriram a magia de Freya, Ingrid e a mãe começaram a realizar pequenas feitiçarias também, até que tudo tomou grandes proporções. Ingrid, uma bibliotecária, recebia as pessoas em seu horário de almoço e ajudava com nós e pequenos encantamentos. Sua fama se alastrou depois de ajudar sua colega de trabalho, que já estava sem esperanças, a engravidar.

Joanna, por sua vez, só tinha olhos para o pequeno filho de seu novo casal de caseiros. Ela fazia seus bonecos ganharem vida e se entretia o tempo todo com o menino. Se não estavam brincando, estavam fazendo deliciosos bolos. Mas é óbvio que nem tudo pode ficar assim às mil maravilhas. Ingrid notou na amiga uma mancha cinza, a responsável por não deixá-la engravidar, e quanto mais atendia as pessoas, mais via esse mesmo problema nos outros habitantes da cidade. Até que uma mancha cinza apareceu no mar de East End, envenenando pessoas e o sustento de algumas delas, o alimento tirado de lá. Quando o problema fica realmente feio, atacando a saúde principalmente de crianças, Joanna parte em busca de uma forte ajuda. Enquanto Ingrid e Freya precisam lidar com a má interpretação do resultado de suas magias. As Beauchamps estão encrencadas.

Há ainda um conflito amoroso envolvendo Freya, Bran e seu irmão Killian. A garota fez sexo com o futuro cunhado em sua própria festa de noivado e agora está mexida com a presença desse homem, que se revelará muito mais importante em sua vida do que ela espera.

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A temática do livro é muito interessante e deu para perceber, pelo menos para quem vê a série, que a produção é completamente diferente do livro, tirando os nomes das protagonistas e uma ou outra situação. No livro não há Wendy, irmã de Joanna, e na série não há a família que cuida da casa para as feiticeiras. E o mais importante, na série, as garotas não sabem que são poderosas e feiticeiras. No livro elas sabem bem o que fazem. Mas tenho um palpite do motivo da série ter andado para um lado diferente.

Apesar de ser um livro bom, achei que Melissa misturou muita coisa, quis abraçar o mundo em apenas um exemplar. Algumas coisas ficaram confusas e sem explicação, mas eu sei que tem continuação e espero que essas respostas sejam dadas lá. Como, por exemplo, a aparição de uma Blue Blood (vampira da outra série de livros da autora) na trama, que acabou dando em nada, a não ser um vislumbre de um personagem em Nova York, que não faria falta na história (mas pode ser que seja importante no próximo livro, quem sabe). A autora ainda incluiu zumbis e deuses da mitologia nórdica na história. Parece que uma das características da Melissa é sempre colocar “alguém” importante atrás dos personagens normais. Por exemplo, a pessoa não é apenas uma bruxa poderosa, é também a deusa fulana-de-tal, ela parece querer deixar as personagens muito maiores. Assim como alguns Blue Bloods são Anjos Caídos.

E acho que por isso a série não tomou o mesmo caminho, muita coisa para abraçar. Outra diferença da série para o livro é que no livro elas voam, de vassoura e tudo, têm caldeirão, são caracterizadas como as bruxas que conhecemos de livros infantis, não a aparência, mas os “utensílios”, digamos assim. Na série, Freya chega a perguntar se elas voam e Wendy meio que ri da cara dela, o mesmo ocorre quando ela pergunta sobre vampiros. Então já sabemos que os Blue Bloods não darão as caras por lá. A aparência descrita das irmãs e da mãe também é diferente da mostrada na TV. E o nome do noivo de Freya é Bran no livro e Dash na série.

Falando nele, creio que os produtores não darão o mesmo rumo do livro na série, até onde pude perceber não caberá nela. Vamos acompanhar. Foram exibidos seis episódios, de 13 encomendados. A iD lançará em breve o segundo livro, estou curiosa para saber o que será abordado. Vale ressaltar que a trama central, da aparição da mancha nas pessoas e na cidade, além de outros lugares do mundo, teve uma explicação e um final bem redondinho. Aliás, um final que conseguiu me surpreender. No fim, a história de Melissa ganhou três estrelas.

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Cliques de As Feiticeiras de East End

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Beijos e uma ótima terça-feira.

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