A culpa é das estrelas

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Não posso afirmar que A culpa é das estrelas seja o melhor ou o pior livro escrito por John Green, como as opiniões e discussões que andei lendo nos últimos dias na internet. Muito menos desmerecer a história criada por ele aqui. Eu gostei do livro, me identifiquei com os personagens, criei laços com eles e admirei cada momento do amor singelo experimentado por Hazel Grace Lancaster e Augustus Waters. Claro que quando descobri sobre a adaptação fiquei empolgada, mesmo que o passado nos ensine que adaptações nunca ficam como os leitores querem, eu pelo menos sempre gosto de ver os personagens que amei em algum livro transferidos para a telona.

oinnn

Ontem fui conferir no cinema e o que posso dizer – como vocês já me conhecem um pouco também podem imaginar – é que eu quase consegui lavar o chão do cinema. Não levei lencinhos de papel, portanto, tive que usar meu lenço do pescoço para secar tudo que saía dos meus olhos. A esperta aqui ainda passou rímel preto e lápis. Mas não saí como uma panda, graças. Agora sobre o rosto mega vermelho e inchado só posso confessar: culpada.

O filme é uma delícia e as partes cômicas superam as tristes, por conta delas eu até arriscaria assistir de novo. Já que Sempre ao seu lado eu jamais revi, só de ver o cachorrinho já quase começo a chorar. Voltando... Eles souberam usar muito bem essa veia cômica dos personagens para deixar a história mais leve. Ri muito, muito mesmo e o cinema se encheu de risadas, para depois se encher de fungadas.

Acho que não preciso comentar sobre o enredo, né? A essa altura todo mundo já deve saber que a trama é sobre um casal adolescente que enfrenta o maldito câncer. Hazel não é tão negativa apesar de saber bem suas chances e como vai sua saúde. Ela consegue fazer piadas e até quer “tomar maconha”, como a maioria dos adolescentes por lá, aparentemente, fazem. Seus pais são incríveis. Passam uma barra desde os 13 anos dela, mas estão ali parecendo firmes e fortes, prontos, ao lado dela. São amáveis, simpáticos, personagens muito fáceis de se apegar. Shailene Woodley arrasou como Hazel Grace. Eu, que só tinha visto seu trabalho como a chata, insuportável e egoísta Amy Juergens, da série teen The Secret Life of the American Teenager, fiquei impressionada e feliz com a ótima atuação da atriz, que já é considerada a nova sensação de Hollywood.

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O Gus, interpretado por Ansel Elgort ficou perfeito. Como li pela internet, não havia ator melhor para dar vida ao personagem. Ele é o Gus. Seus olhares, seu charme, seu humor e as metáforas... Não há palavra melhor para definir que “perfeito”. Pelo que me lembre, esse foi o primeiro trabalho do ator que vi e eu aprovei completamente. A química dele com a Shailene também colaborou para que as cenas ficassem, no mínimo, tocantes. Não creio que haja alguém que não tenha pensado como os dois são adoráveis juntos ou que não tenha comprado completamente o que eles estavam vendendo, que ali na tela eram um casal apaixonado e em sintonia.

Como vocês podem perceber pelo texto, eu amei a adaptação. Ela manteve a essência do livro e usou, acredito, que todas as frases importantes. Uma adaptação que me fez sair do cinema leve – ou não, visto que meu rosto estava inchado pra caramba. Além do assunto espinhoso e difícil que é o câncer, a trama também aborda a perda como um todo. As cenas tocam não apenas quem se ligou aos personagens ou quem convive/conviveu com casos da doença, mas atinge todos que perderam alguém especial e sabem como é difícil lidar com aquela dor excruciante, que parece nunca sumir. Acho que talvez por isso eu tenha chorado mais, o que presenciei na telona me fez lembrar de quem já perdi, de como também já senti aquilo que os personagens estavam falando e passando.

Ah, vale comentar que achei excelente o modo como eles colocaram na tela a troca de mensagens pelo celular entre Gus e Hazel. Adorei.

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Enfim, foi incrível, eu amei e recomendo.

okay

PS: Os trailers exibidos antes do filme eram todos de adaptações de livros para o cinema: Se eu ficar, que não conhecia e me toquei que é um dos próximos lançamentos da Novo Conceito, parece lindo; Garota Exemplar, com Ben Affleck, publicado por aqui pela Intrínseca, e com resenha aqui no blog; e Maze Runner – Correr ou Morrer, que eu não li, mas tenho muita curiosidade. Ele foi publicado pela Editora V&R.

PS2: Achei no Tumblr as reações de uma pessoa sobre o filme e são bem parecidas com as minhas. Quem já sabe o que acontece pode ver tudo aqui. Abaixo listo como fiquei na parte final do filme:

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cry

noooo

ugly

E foi isso e mais um pouco. Beijocas, ótima quarta!

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