Pequena Abelha – Chris Cleave

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Pequena Abelha funciona meio que como um tapa na cara do leitor. É forte, é triste e nos faz pensar. A sinopse sugere que não contemos a ninguém o conteúdo do livro, mas não posso deixar de contar a vocês sobre o que ele trata e as emoções que ele provoca.

Muitas vezes durante a leitura do livro de Chris Cleave me peguei pensando sobre como somos felizes e nem damos valor, sabe, como temos tantas coisas e ainda reclamamos, achamos nossos problemas gigantes. Agora imagine ver toda sua aldeia ser queimada, as pessoas mortas e ser marcada para morrer também porque viu demais. Acrescente estar bem perto da cena da morte brutal de sua irmã e sempre que chegar a algum lugar pensar em como você pode tirar sua vida caso os homens que querem te matar cheguem. É triste.

A trama de Pequena Abelha não é baseada em uma história real, mas poderia ser. Pois histórias como a dela se repetem aos montes. Eu vou contar um pouquinho para vocês, mas não contem nada a ninguém, combinado? Abelhinha sim, eu chamo ela assim, porque gosto muito dela e ela é minha Abelhinha é da Nigéria e para sua total infelicidade sua aldeia está acima do petróleo tão cobiçado por muitas pessoas. O resultado disso é a morte, às vezes violenta, de todos que ela conhece. Fugindo dos seus perseguidores ela encontra Sarah e Andrew, um casal britânico que numa tentativa de salvar seu casamento acaba em férias na Nigéria, um país em guerra. Eles são as únicas pessoas que ela “conhece” fora da Nigéria e quando escapa mais uma vez da morte é para perto deles que ela vai. No entanto, ela dá de cara com a burocracia e permanece em um centro de detenção para refugiados por dois longos anos. Esqueci de contar, Abelhinha tinha 14 anos quando saiu de seu país natal. Quando consegue finalmente se ver livre daquela prisão, Abelhinha corre em busca de ajuda, de proteção. E é a partir daí que todo o desenrolar do livro ocorre e que acontecem coisas que realmente não posso contar para não estragar o prazer da sua leitura.

No Clube do Livro concordamos que o livro foi muito bom, mas que pessoas sensíveis precisam estar preparadas para o que vão encontrar. Ele nos faz abrir os olhos, acho que até nos faz crescer um pouco, nos mostra que precisamos sim nos preocupar com o outro.

Pontos que você vai entender depois que ler:

  • No começo o desenrolar do livro ocorre de forma bastante específica, mas perto do fim ele voa numa velocidade absurda. Afinal, era uma parte que poderia ter sido melhor explorada;
  • Odiamos Lawrence e seu coração frio;
  • Amamos Batman;
  • Admiramos Andrew por tentar mudar alguma coisa, mesmo não tendo coragem e força suficientes para isso;
  • Apesar de todas as burradas da vida, Sarah é uma personagem corajosa, admirável.

Desta vez não esquecemos das fotos na reunião do Clube, mas esquecemos de dar nota para o livro. A minha seria 9,0.

Esta é minha primeira resenha para o Desafio de Férias Garota It!

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