Jane Austen – A vampira

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Não me lembro de ter lido nada de Jane Austen ainda shame on me, por isso mesmo não sou expert sobre a autora, não conheço muito sobre sua vida e caí sem nenhuma informação extra na leitura de Jane Austen – A vampira, obra de Michael Thomas Ford. Posso dizer que me diverti muito e que ao contrário do mash-up brasileiro, A escrava Isaura e o vampiro, o humor aqui é bastante sutil e nada exagerado.

Narrado em terceira pessoa, o livro nos mostra a vida que Jane Austen leva depois de ter sido transformada em vampira como Jane Fairfax. Hoje, com 233 anos, após passar por muitos lugares, ela mora em uma pequena cidade do estado de Nova York e é dona de uma livraria sonho. Sua maior angústia é ver quantos títulos usam seu nome, como seus livros ainda vendem e, por conta disso, quanto dinheiro ela perde com direitos autorais, isso é muito engraçado. São livros de culinária de Jane Austen, livros de ginástica e de tudo o mais que se possa imaginar, ah e não posso esquecer dos benditos bonecos que a deixam louca.

Enfim, Jane vive uma vida tranquila na pacata cidade, tem uma assistente na livraria, Lucy, que a lembra muito sua irmã Cassie; tem um gato chamado Tom e até um pretendente a namorado, Walter. Outra pedra no sapato de Jane é seu livro inédito que não é aceito por nenhuma editora por anos e anos a fio. Ela quase desiste e acha que não tem mais talento para isso, mas antes de destruir o manuscrito recebe uma mensagem que parece ter vindo dos céus: alguém quer publicá-la. Jane vai ter novamente um livro lançado e agora receberá a grana por ele.

Constance é considerado uma obra-prima por Kelly, representante da editora. E Jane nem acredita em tudo que está acontecendo. Tudo seria perfeito se não fosse um fantasma do passado vir assombrá-la, aquele que a transformou e mudou totalmente o rumo de sua vida: Lord Byron, um dos maiores poetas conhecidos. Mas na cidade de Jane ele se chama Brian George, hilário. O cara é grudento, egoísta e quer acima de tudo ter Jane só para ele. Então, a pobre Jane tem que administrar seu admirador-perseguidor e pensar em um jeito de salvar Lucy e Walter, alvos constantes de ameaças de Byron.

Para atormentar ainda mais a cabeça de Jane, seu livro é considerado um sucesso país afora e ela é solicitada em um programa de TV famoso, a dar uma entrevista para uma revista bastante conhecida e ainda comparecer em uma convenção de escritores. Com o visual repaginado ela parte para sua missão e quando menos esperava mais um inimigo dá as caras, sob o nome de Violet Grey. A mulher acusa Jane de ter roubado a estória de Constance de Charlotte Brontë e diz que vai desmascará-la. Muita coisa para assimilar, mesmo para uma senhora de 233 anos, com muita experiência na vida.

Levei mais tempo do que esperava para terminar a leitura do livro, mas como eu suspeitava não foi por culpa dele, faltou tempo, a hora foi errada, mas assim que voltei ao normal, terminei o livro bem rápido, pois quando todo o mistério começa não há como parar, você quer a resposta, quer saber qual atitude será tomada e qual a consequência das ações tomadas. Tudo regado a muito humor, mas como já salientei no início, um humor na medida. Confesso que esperava mais do final. Ele não é ruim, mas podia ser muito melhor. Vale a leitura.

Ah, não posso esquecer de citar o trabalho de edição do livro, se houve erros foram pouquíssimos que nem notei e o livro é lindo, tem as páginas como que envelhecidas. Em cada início de capítulo há um trecho do manuscrito de Constance, livro de Jane Austen. A equipe da Lua de Papel está de parabéns.

DSC_1592DSC_1590Beijos e uma ótima terça-feira gelada.

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